Cameron alerta sobre problemas de segurança resultantes do "Brexit"

Londres, 4 mai (EFE).- O primeiro-ministro britânico, David Cameron, ressaltou nesta quarta-feira perante uma comissão parlamentar que a saída do Reino Unido da União Europeia após o referendo do dia 23 de junho acarretaria problemas de segurança substanciais.

Cameron afirmou que os arquivos policiais compartilhados, os registros de passageiros e a informação proporcionada pelos serviços de fronteiras dos países comunitários são "incrivelmente importantes" para manter a segurança no território britânico.

"Se sairmos, será muito difícil, se não impossível, voltar a estarmos presentes nesses sistemas" de informação compartilhada, enfatizou o chefe do governo britânico perante o comitê da Câmara dos Comuns, que inquiriu sobre o ponto de vista do governo antes da consulta popular.

O líder britânico admitiu que sua opinião sobre a relevância da cooperação europeia em matéria de segurança tem "mudado" nos últimos dez anos.

"Antes opinava que a filiação à Otan, a colaboração com os Estados Unidos e o trabalho dos serviços de inteligência eram o que garantia a segurança", disse o primeiro-ministro, que admitiu que agora os sistemas europeus são "incrivelmente potentes".

Em termos econômicos, Cameron afirmou que o Reino Unido sofreria "desvantagens" ao tentar estabelecer acordos comerciais com países de fora da União Europeia.

O primeiro-ministro ressaltou que sua primeira preocupação caso os britânicos escolham sair do bloco comunitário será começar a negociar um novo acordo com Bruxelas.

"A UE é nosso mercado mais importante, 44% de nossas exportações vão para a União", destacou.

Questionado pela possibilidade de o "Brexit" aumentar a pressão na Escócia para a realização de um segundo referendo sobre sua independência, Cameron afirmou que "o Reino Unido tomará sua decisão junto" sobre a UE.

"O mais razoável para qualquer um que acredita, como eu, com paixão, na união do Reino Unido é votar pela permanência" na UE, disse Cameron, que ressaltou que se a Escócia quisesse entrar por si própria na UE "seria muito difícil".

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