Israel anuncia que terá representação oficial na Otan

Jerusalém, 4 mai (EFE).- Pela primeira vez a Otan terá em sua sede de Bruxelas um escritório permanente de representação de Israel, informou a chancelaria israelense, no que foi qualificado pelos meios de comunicação locais como um avanço significativo em suas relações.

"A Otan informou Israel esta noite que o país poderá abrir um escritório na sede da Organização em Bruxelas e completar o processo de credenciamento de seus representantes na organização", segundo o comunicado divulgado no fim da terça-feira pelo Ministério de Relações Exteriores israelense.

O anúncio pôde ser feito "após prolongados esforços diplomáticos israelenses exercidos pelos ministérios de Relações Exteriores e de Defesa, e o Escritório do primeiro-ministro. Israel deseja agradecer a seus aliados na Organização pelo apoio e esforços na questão", segundo a nota.

O Estado judeu não é integrado na Organização do Tratado do Atlântico Norte, mas desfrutou de cooperação no terreno militar em diferentes campos e atualmente faz parte do Diálogo Mediterrâneo, um programa patrocinado pela Otan em cooperação com sete nações.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, que acumula a pasta de Relações Exteriores, deu as boas-vindas à decisão.

"Celebro o anúncio da Otan. este é um passo importante para a assistência na segurança de Israel. Reflete o status de Israel e o apoio de muitos na Organização de cooperar conosco no campo da segurança".

Alguns membros da Otan se opuseram no passado a aumentar a cooperação com Israel com o argumento de que esta medida poderia prejudicar as relações da Aliança com estados muçulmanos, inclusive o Afeganistão, uma das principais prioridades operacionais da Organização.

Na atualidade a Otan conta com 40 nações associadas ou com algum tipo de vínculo institucional, entre elas Austrália, Índia, Japão, Paquistão e Rússia. Esta associação inclui algumas nações europeias não integrantes, assim como países mediterrâneos e do Golfo Pérsico.

O tratado da Aliança, do que fazem parte formalmente 28 nações, estipula que para que a Otan defenda militarmente seus membros eles devem ser integrantes de pleno direito e não parceiros.

Contudo, os associados contribuem regularmente às operações realizadas pela Otan, como no Afeganistão e missões navais na Somália e no Mediterrâneo.

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