Presidente egípcio estende por 3 meses estado de emergência no Sinai

Cairo, 4 mai (EFE).- O presidente do Egito, Abdul Fatah al Sisi, ampliou nesta quarta-feira por mais três meses o estado de emergência e o toque de recolher em várias regiões ao norte da Península do Sinai, que entraram em vigor há um ano e meio, após a morte de 25 soldados em um atentado terrorista.

Esta é a sexta vez que essas medidas são prorrogadas em várias partes do Sinai, onde o exército egípcio impede a entrada da imprensa e centenas de supostos terroristas morreram combatidas pelas forças de segurança.

O estado de emergência está imposto entre a fronteira com Gaza e Israel (leste) até a cidade de Al Arish, no norte da península, e da costa mediterrânea até a montanha de Hilal.

Nestas zonas, o toque de recolher impera entre as 19h e 6h, com exceção de Al Arish, capital da província do Norte do Sinai, onde pessoas e veículos não podem circular pela cidade entre 1h e 5h.

Como em ocasiões anteriores, a resolução estipula que as forças amadas e a polícia egípcias estão autorizadas a adotar as medidas necessárias para fazer frente à ameaça terrorista, preservar a segurança, e proteger a propriedade pública e privada e os cidadãos.

Vários grupos jihadistas têm suas bases no norte do Sinai, entre eles o Wilayat Sina, que jurou lealdade ao grupo jihadista Estado Islâmico (EI) e que reivindicou os atentados mais graves perpetrados na região.

Os ataques contra as forças de segurança aumentaram desde a queda militar do presidente islamita Mohammed Mursi, no dia 3 de julho de 2013.

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