Tochas lembram 6 milhões de judeus no Dia de Holocausto israelense

Jerusalém, 4 mai (EFE).- Centenas de pessoas participaram nesta quarta-feira em Jerusalém da cerimônia de acendimento de seis tochas que lembram os seis milhões de judeus mortos no Holocausto e que são homenageados no Dia da Lembrança, celebrado desde esta noite até amanhã em Israel.

O presidente de Israel, Reuven Rivlin e o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, participaram junto a outras personalidades em uma emotiva cerimônia no Yad Vashem (Museu do Holocausto), que marcou o início das celebrações.

Israel celebra o Dia do Holocausto uma semana antes do dia de sua independência de acordo com o calendário hebreu, razão pela qual não coincide com a comemoração internacional estabelecida em 27 de janeiro, data em que se completam 71 anos desde que as tropas soviéticas libertaram o campo de concentração e extermínio nazista de Auschwitz-Birkenau.

"Vim aqui hoje para pedir perdão a todos. Não entendemos, não quisemos entender e não fizemos o suficiente", lamentou Rivlin perante a audiência, segundo um comunicado oficial.

O líder afirmou que o antissemitismo e a perseguição aos judeus "não são novidade, mas uma doença crônica difícil", e prometeu ser fiel à lembrança dos falecidos.

"Sempre saberemos como nos proteger por nós mesmos. O Holocausto sempre nos situará, o povo judeu, como eternos fiscais no cenário da humanidade, contra o antissemitismo, o racismo e o ultranacionalismo", disse.

Netanyahu comentou que ainda é possível alcançar mais conquistas para o povo judeu e manifestou que o dever de Israel e seus líderes "é permitir que os sobreviventes sigam com suas vidas de maneira cômoda e digna".

As palavras eram principalmente dirigidas a Sara Kain, Robert Tamashof, Jehosua Hesel Fried, Joseph Labi, Chaim Grosbein e Lonia Rozenhoch, os sobreviventes encarregados das chamas das seis tochas que a cada ano marcam o começo das homenagens aos mortos durante o genocídio.

"Acho muito simbólico e significativo que cerca de 70 anos depois da pior catástrofe que aconteceu com o nosso povo e com a humanidade vocês, os sobreviventes, estejam aqui sentados no centro da soberania do povo judeu, em seu novo Estado, em sua antiga terra. Talvez isto seja mais simbólico que qualquer outra coisa", opinou o líder em declarações divulgadas pela imprensa.

Ao longo do discurso, Rivlin também repassou as ameaças e desafios enfrentados pelos judeus na atualidade e prometeu com veemência que "não haverá outro Holocausto".

As celebrações continuarão amanhã, quando as sirenes antiaéreas das cidades israelenses soarão às 10h locais (4h em Brasília) durante dois minutos, tempo no qual a atividade do país será paralisada para manter silêncio em sinal de luto.

Durante o dia haverá mais atos em lembrança da Shoah (Holocausto, em hebraico) como a leitura pública dos nomes das vítimas, uma iniciativa para destacar que há um nome por trás de cada pessoa e que será amparada também no Yad Vashem e a Knesset (parlamento israelense).

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