Partidos testam apoios em eleições locais e regionais no Reino Unido

Guillermo Ximenis.

Londres, 5 mai (EFE).- O Reino Unido realizou nesta quinta-feira eleições regionais na Escócia, Países de Gales, Irlanda e em algumas zonas da Inglaterra, uma votação que permitirá testar o apoio em nível nacional do Partido Trabalhista e do Partido Conservador, além de terminar quem será o novo prefeito de Londres.

Cerca de 45 milhões de pessoas foram convocadas às urnas em uma jornada eleitoral que terminará oficialmente às 21h GMT (18h em Brasília), mas que transcorreu sem incidentes descatáveis.

O pleito é o primeiro teste para o líder trabalhista, Jeremy Corbyn, que substituiu Ed Miliband à frente do principal partido de oposição no Reino Unido após o desastre nas eleições gerais de maio de 2015, na qual o trabalhismo perdeu 26 cadeiras no parlamento britânico e deixou o caminho livre para uma maioria conservadora.

Também servirá como termômetro para medir o apoio mantido pelo primeiro-ministro David Cameron, a menos de dois meses para o referendo sobre a permanência do Reino Unido na União Europeia (UE), que será realizad no dia 23 de junho e no qual o governo defende a sequência do país fazendo parte do bloco comunitário.

Corbyn recebeu críticas nesta semana por se mostrar confiante de que seu partido não perderá mais cadeiras no pleito, apesar de algumas pesquisas previrem que o trabalhismo pode registrar o pior resultado das últimas décadas.

Um de seus porta-vozes afirmou pouco depois que as palavras do líder foram "mal-interpretadas". "Não estamos trabalhando para perder cadeiras. Lutaremos para conseguir tantos quanto seja possível amanhã. É isso que ele quis dizer", destacou.

Um dos redutos com maior resistência para os trabalhistas é a Escócia, onde o avanço do Partido Nacionalista Escocês (SNP) nos acabou com a tradicional hegemonia do partido de Corbyn.

Os independentistas controlam com 69 das 129 cadeiras do parlamento autônomo escocês desde 2011, quando os trabalhistas obtiveram 37 deputados e os conservadores apenas 15.

Mas o partido de Nicola Sturgeon espera melhor esse resultado após conquistar 56 das 59 cadeiras escosesas em Westminster (Londres) nas eleições gerais do ano passado.

No pior cenário possível para Corbyn, algumas pesquisas sugerem que os conservadores poderiam se transformar na segunda força na região e fazer oposição ao SNP.

Os trabalhistas esperam minimizar um possível retrocesso em nível nacional com uma vitória de Sadiq Khan em Londres, que sucederia o conservador Boris Johnson em um dos cargos de maior visibilidade da política britânica.

Khan, filho de imigrantes paquistaneses que chegaram à cidade na década de 1960, lidera as pesquisas e será o primeiro prefeito muçulmano de Londres caso derrote o conservador Zac Goldsmith, herdeiro de uma rica família de empresários.

As eleições locais na Inglaterra decidirão, além disso, os novos prefeitos de Bristol, Salford e Liverpool.

Já no País de Gales está em jogo a composição da Assembleia Nacional, com 60 cadeiras, até então dominada pelos trabalhistas, com metade dos deputados. Os conservadores possuiam outras 14, e o partido nacionalista Plaid Cymru, 11.

No caso da Irlanda do Norte, não há expectativa de mudanças significativas na composição dos 108 integrantes da assembleia autônoma. No total, 38 cadeiras pertencem ao Partido Democrático Unionista (DUP), 29 ao republicano Sinn Féin, 16 ao Partido Unionista do Ulster e 14 ao Partido Liberal-Democrata e Trabalhista do Ulster.

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