Tensão em fronteira de Gaza e Israel por novos disparos de morteiros

Jerusalém, 5 mai (EFE).- A tensão na fronteira da Faixa de Gaza e de Israel voltou a aumentar nesta quinta-feira com o disparo, por milicianos palestinos, de novas séries de bombas, respondidas com fogo de um tanque israelense.

De acordo com um comunicado do exército israelense, "houve novas rodadas de (disparos de) morteiros contra forças que realizavam uma atividade operacional junto ao muro de segurança ao sul da Faixa de Gaza".

A nota, que não informou de feridos, detalhou que um tanque do exército israelense "respondeu abrindo fogo em direção ao ponto de onde procedia a ameaça".

As Forças Armadas israelenses já haviam informado da descoberta hoje de um novo túnel, construído pela milícia do Hamas, que entrava em seu território desde Gaza.

"O túnel foi descoberto há três ou quatro horas. Não sabemos exatamente sua extensão, nem quando foi construído, mas tinha profundidade de 28 a 29 metros", comunicou o tenente- coronel do exército israelense, Peter Lerner.

O anúncio foi feito após uma jornada de confrontos na fronteira, em que a milícia do Hamas e o exército israelense se enfrentaram pela primeira vez, em terra, desde a guerra de 2014, que durou 50 dias.

A Força Aérea israelense atacou nesta madrugada quatro alvos do movimento islamita em Gaza após o lançamento de vários bombas contra suas forças.

A troca de fogo entre as partes estão relacionados aos trabalhos de engenharia que o exército israelense realiza na fronteira para detectar possíveis túneis e que, segundo fontes palestinas, levaram as forças israelenses a atravessar a fronteira.

Os primeiros confrontos aconteceram na quarta-feira com o lançamento de bombas, ao que o exército israelense respondeu com vários disparos de tanque e um posterior ataque da Força Aérea contra cinco alvos em Gaza.

À noite, milicianos palestinos voltaram a disparar seus morteiros, e antes do amanhecer a Força Aérea israelense bombardeou quatro infraestruturas do Hamas.

Segundo a imprensa local, é a primeira vez que forças do braço armado do Hamas e do exército israelense se enfrentam diretamente desde a guerra de 2014, que deixou mais de 2.100 palestinos e 73 israelenses mortos.

Desde então impera na região um cessar-fogo que se manteve com esporádicas violações.

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