Hamas garante que não busca nova guerra com Israel em Gaza

Jerusalém, 6 mai (EFE).- O movimento islamita palestino Hamas afirmou nesta sexta-feira que não procura um novo conflito com Israel, mas pediu que o país não entre com suas tropas na Faixa de Gaza, em um momento em que a tensão em torno da fronteira aumentou.

"Não fazemos um chamado a outra guerra, mas não permitiremos estas incursões ou que novas realidades sejam impostas sobre nosso povo em Gaza. Pedimos o fim do bloqueio. Basta desta injustiça histórica sofrida por dois milhões de pessoas", advertiu hoje o líder do Hamas, Ismail Haniyeh, durante um discurso em Gaza, informou a agência de notícias palestina "Ma'an".

O exército israelense bombardeou hoje uma posição do Hamas ao sul da faixa, parte da escalada de tensão registrada nas últimas horas, com confrontos entre milicianos palestinos e tropas israelenses através da fronteira, o que causou a morte de uma mulher palestina e deixou dois civis feridos.

Essa foi uma das respostas israelenses as várias séries de bombas disparadas por milícias palestinas contra forças israelenses estacionadas na divisa.

A troca de fogo entre as partes estão ligadas aos trabalhos de engenharia que o exército israelense realiza na fronteira para detectar possíveis túneis e que, segundo fontes palestinas, levaram às forças israelenses a atravessar a fronteira.

Em sua fala de hoje, Haniyeh qualificou estas incursões de violação grave do cessar-fogo alcançado entre Israel e as milícias palestinas em 2014, que pôs um fim no último conflito de envergadura na região.

O líder do grupo à frente de Gaza destacou também os esforços realizados por Egito, Catar, Turquia e pelo coordenador especial da ONU para o processo de paz no Oriente Médio, Nickolai Mladenov, para conter a escalada de violência.

Noite passada o governo da Autoridade Nacional Palestina (ANP) pediu à comunidade internacional intermediação para deter "a nova agressão israelense" na faixa, no mesmo dia em que Israel anunciou a descoberta de um túnel escavado desde o território palestino e que conduzia ao território israelense, o segundo em menos de um mês.

O gabinete de segurança israelense disse que deve se reunir hoje para analisar a situação.

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