Juiz decreta prisão preventiva de ex-presidente da Guatemala por corrupção

Cidade da Guatemala, 6 mai (EFE).- Dez dos 12 acusados de participar de um esquema de corrupção no maior porto da Guatemala, entre eles o ex-presidente Otto Pérez Molina, tiveram prisão preventiva decretada nesta sexta-feira pelo juiz responsável pelo caso.

O magistrado Miguel Ángel Gálvez entendeu que os envolvidos têm risco de fugir e de obstruir a averiguação da verdade na investigação que também envolve a ex-vice-presidente do país Roxana Baldetti.

De acordo com a procuradoria, Pérez Molina e Baldetti receberam um milionário suborno para conceder a obra de ampliação de Puerto Quetzal à empresa Terminal de Contenedores Quetzal, da qual o espanhol Juan José Súarez era diretor e representante legal.

O juiz entendeu, no caso de Pérez Molina e Baldetti, já em prisão preventiva pelo escândalo batizado como "La Línea", que era "absurdo" decretar medidas substitutivas. Além disso, acrescentou que considera um "tema delicado" o fato de políticos estarem em envolvidos em possíveis atos de corrupção.

Para o magistrado, esse tipo de atitude provocou a situação de crise vivida em vários países da América Latina, não só na Guatemala, mas também na Argentina e no Brasil.

Gálvez ordenou a prisão preventiva para dez dos 12 envolvidos no esquema de corrupção. Receberam medidas substitutivas os sindicalistas Julio César Zamora Álvarez e Julio Nolberto Esquivel Orellana, ambos acusados de enriquecimento ilícito.

Os dois permanecerão em prisão domiciliar e não podem se aproximar da região portuária para não obstruir a investigação.

No entanto, além de Pérez Molina, Baldetti e Suárez, juiz determinou a prisão preventiva do ex-secretário-geral da presidência Gustavo Martínez e de Lázaro Noe Reyes, Julio Sandoval, Samuel Aceituno, Jonathán Chévez, Mario Ruano Sanjosé e José Daniel Luna. Para o magistrado, a situação é diferente e o processo mais complexo, por isso eles devem ser detidos.

O juiz afirmou que o empresário espanhol se trata de um "caso especial". Suárez seria a ligação entre a Espanha e todos os outros países envolvidos no escândalo, como Argentina e México, além da própria Guatemala, onde ocorreu a negociação do suborno.

Além dos 12 acusados, há outras seis pessoas sendo procuradas pelas autoridades por envolvimento no esquema.

O juiz determinou que os promotores terão três meses para apresentar a investigação do caso, ou seja, até o próximo dia 5 de agosto. Além disso, estabeleceu a realização de uma nova audiência para a apresentação das provas no dia 17 do mesmo mês.

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