ONU condena ataque "deliberado" contra campo de deslocados sírios em Idlib

Nações Unidas, 6 mai (EFE).- O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, condenou nesta sexta-feira o recente ataque, "aparentemente deliberado", contra um campo de deslocados sírios na província de Idlib, que provocou a morte de cerca de 30 pessoas.

O ataque, aparentemente realizado ontem por aviões, atingiu um campo de deslocados perto da cidade de Sarmada, usado como refúgio por cerca de 2.500 pessoas que fugiram do confronto em Aleppo.

Ban, em comunicado lido por seu porta-voz, se mostrou "indignado" por essa ação e disse que a ONU e outros grupos humanitários na região estão avaliando os danos e as necessidades das vítimas.

O secretário-geral da ONU reiterou seu pedido ao Conselho de Segurança para que envie uma "mensagem firme" às partes envolvidas na guerra da Síria, no sentido de que "haverá graves consequências" para esse tipo de ato.

O diplomata sul-coreano também lembrou que ataques como esse podem constituir crimes de guerra e que seus responsáveis deveriam ser julgados pelo Tribunal Penal Internacional.

Além disso, citou que a ONU já aprovou várias resoluções para pressionar os envolvidos no conflito sírio para pôr fim aos ataques indiscriminados contra os civis.

A ONU não indicou quem pode estar por trás deste novo ataque. O Observatório Sírio de Direitos Humanos também não soube informar se os aviões usados no bombardeio eram do Exército da Síria ou da Força Aérea da Rússia, que apoia o regime de Bashar al Assad.

O governo sírio negou hoje estar envolvido no incidente e acusou "grupos terroristas" de ter realizado a ação. Por outro lado, a Coalizão Nacional Síria, principal aliança política de oposição, disse que Al Assad é o responsável pelo ataque.

O porta-voz do secretário-geral da ONU, Stéphane Dujarric, disse que há investigações em andamento para descobrir quem realizou o bombardeiro. "É difícil pensar que tenha sido um erro", afirmou.

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