ONU pede mais ações para combater radicalização extremista

Nações Unidas, 6 mai (EFE).- A ONU fez um apelo nesta sexta-feira para que a comunidade internacional unifique uma resposta contra a ameaça do terrorismo e de quem alega princípios religiosos para cometer atos violentos.

"Os atos terroristas (...) mostraram que conseguir a harmonia e fortalecer o diálogo religioso e intercultural representa um grande desafio", afirmou o presidente da Assembleia Geral da ONU, o dinamarquês Mogens Lykketoft.

Esse desafio, acrescentou, se torna agora "talvez maior que em qualquer outro momento da história recente".

Lykketoft fez o apelo em um ato promovido pelo Cazaquistão e a Jordânia para intercâmbio de critérios que visem reforçar a coexistência pacífica e o respeito pela diversidade cultural e religiosa.

No discurso de abertura deste debate, Lykketoft lembrou que entre as missões da ONU está a de proteger a segurança mundial, "mas sobretudo fomentar a tolerância e o diálogo entre as diversas culturas e religiões".

O político dinamarquês disse que, nessa missão, os atos extremistas representam uma particular preocupação com "a brutalidade e o desprezo à vida e a dignidade humanas, à margem do que motive" seus autores.

"Há uma necessidade clara de que a comunidade internacional unifique entre as crenças religiosas e todos os países uma resposta a essa ameaça", insistiu, além de pedir a promoção de estratégias e recursos para cumprir essa tarefa.

Na reunião, o ministro das Relações Exteriores do Cazaquistão, Erlan Idrissov, ressaltou a urgência desta tarefa em um período no qual há quem queira "buscar desculpas em sua religião e abusar de seus valores".

Idrissov lembrou que seu país começou em 2003 uma iniciativa para realizar congressos periódicos de líderes religiosos a fim de fomentar a troca entre as diferentes crenças. Participaram desta série de encontros 80 delegações no ano passado.

Mas Idrissov também reiterou a necessidade de que sejam formuladas ações mundiais para formar uma coalizão global antiterrorista, assim como para criar "mecanismos universais que permitam levar seus responsáveis à Justiça".

O ministro, cujo país quer um assento não permanente no Conselho de Segurança da ONU para o período 2017-2018, lembrou que manter a paz "não é somente conseguir que os conflitos violentos acabem", mas também "fazer frente à incapacidade da comunidade internacional em restabelecer a confiança e prevenir os perigos que espreitam a humanidade em seu conjunto".

Em nome do outro país que promoveu a reunião de hoje, o ministro de Assuntos Islâmicos da Jordânia, Hayel Abdul Hafeez Daoud, criticou grupos como o Estado Islâmico (EI), que buscam "exportar ideias radicais" amparando-se supostamente em textos religiosos.

Daoud lembrou que cultos como o islã e o cristianismo "só promovem uma mensagem de paz".

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