Líder do ELN e mais 3 guerrilheiros são mortos por militares colombianos

(Atualiza com declarações do presidente da Colômbia e mais detalhes sobre a importância do líder do ELN).

Bogotá, 7 mai (EFE).- Um importante líder do Exército de Libertação Nacional (ELN), conhecido como "Franklin", morreu em uma operação do Exército da Colômbia neste sábado, que terminou com outros três guerrilheiros mortos na região rural do departamento de Chocó, no oeste do país.

A ação, que segue em andamento, ocorreu em El Morro, no município de Alto Baudó, onde os militares tiveram o apoio de dados de inteligência fornecidos pela polícia, disse o Exército em nota.

"Franklin" comandava a Frente Resistência Cimarrón do ELN, sendo responsável pela estrutura armada e financeiro do grupo, segundo as autoridades. Além disso, é considerado autor de vários assassinatos de líderes indígenas e camponeses, e do sequestro de um prefeito da região no ano passado.

Mas foi sua atividade de narcotraficante que o transformou em alvo prioritário das autoridades, como destacou o presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, após saber do resultado da ação.

"Isso é muito importante para a segurança de Chocó, porque este indivíduo era o mais importante narcotraficante de toda a região e estava dedicado também a promover a mineração criminosa e a extorsão de vários cidadãos", disse o líder colombiano.

Santos explicou que "Franklin" era há muito tempo procurado pelas autoridades e parabenizou os militares pela operação. Já o comandante do Exército, general Juan Pablo Rodríguez Barragán, destacou o "impacto estratégico" da ação.

"Do ponto de vista estratégico é muito importante, já que afetamos as finanças deste grupo do ELN", disse Rodríguez.

De acordo com a presidência, "Franklin" tinha se consolidado na região como o "grande barão da droga", deslocando as "estruturas militares" do ex-líder do grupo paramilitar Clã Úsuga, conhecido como "Guagua". Dessa forma, ele "consolidou um corredor de passagem da droga de Baudó até o Pacífico, monopolizando o negócio do narcotráfico em todas suas etapas".

Por sua vez, o Exército da Colômbia disse que a Frente Resistência Cimarrón fornecia ao ELN mais de US$ 1 milhão mensais. Por isso, considerou que a operação militar "afetou significantemente as receitas econômicas do narcotráfico".

Durante a operação foram apreendidos dois fuzis e "material relevante para a inteligência militar", conclui o Exército em nota.

O ELN e a Colômbia anunciaram no último dia 30 de março, em Caracas, um acordo para iniciar a fase pública dos diálogos de paz, que não começarão até que a guerrilha desista de praticar sequestros, afirmou Santos.

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