Afeganistão realiza primeiras execuções de talibãs após anúncio de Gani

Cabul, 8 mai (EFE).- As autoridades afegãs executaram neste domingo seis talibãs após o anúncio do presidente, Ashaf Gani, de que utilizaria a pena capital para os insurgentes, que pediram a intervenção de organizações humanitárias internacionais, informaram fontes oficiais.

"A pena de morte foi hoje executada pelos órgãos judiciais do país", segundo um comunicado do palácio presidencial, que não detalhou aconteceram.

As sentenças de morte foram assinadas por Gani para acusados de "crimes contra civis e a segurança pública", de acordo com a nota, que acrescentou que as famílias das vítimas de ataques terroristas tinham reivindicado repetidamente a execução.

A assinatura aconteceu após revisarem os processos judiciais pelos quais os talibãs foram condenados, e "levando em consideração os princípios de direitos humanos do Afeganistão", ressaltou o comunicado.

A porta-voz adjunta do presidente, Dawa Khan Menapal, garantiu à Agência Efe que "todos os executados são membros dos talibãs".

Gani anunciou no parlamento afegão a aplicação das sentenças de morrer na forca após um ataque em abril que deixou 64 mortos e 347 feridos em Cabul.

A principal agência de inteligência do Afeganistão, o Diretório de Segurança Nacional (NDS), responsabilizou o grupo jihadista rede Haqqani, vinculado aos talibãs.

Os talibãs pediram então a intervenção de organizações humanitárias internacionais para evitar as execuções de presos "políticos" e "indefesos", e advertiram para as "graves repercussões" para o governo afegão, e ameaçaram executar os presos de forças afegãs e estrangeiras que estão em seu poder no país.

Os insurgentes lançaram mês passado a ofensiva de primavera, e anunciaram ataques "a grande escala", além de recusarem o diálogo de paz proposto por Gani.

Já o governo afegão anunciou seu primeiro plano qüinqüenal de combate para enfrentar um conflito de longa duração contra os insurgentes, a quem advertiu que combaterá com toda a força se não aceitarem a proposta de diálogo formulada em janeiro, com apoio do denominado G4, integrado por Afeganistão, Paquistão, Estados Unidos e China para acabar com quase 15 anos de guerra.

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