Baixo nível de água em principal hidrelétrica causa preocupação na Venezuela

Caracas, 8 mai (EFE).- O nível de água "continua muito crítico" no reservatório do Guri na principal hidrelétrica da Venezuela, devido à seca, aguçada pelo fenômeno climático El Niño, que já obrigou ao decreto de racionamentos de luz e água, disse o ministro da Energia Elétrica, Luis Motta.

"Hoje, cumprindo as instruções do comandante presidente Nicolás Maduro, fizemos um percurso aéreo pelo reservatório e a situação continua muito crítica", escreveu em sua conta no Twitter.

O ministro publicou uma série de fotos desse reservatório, situado no sudeste do país, e as comparou com outras captadas há um mês, nas quais é possível ver facilmente a drástica queda do nível da água.

Motta não informou o nível exato do Guri, desde que no final de abril divulgu que estava em 242,07 metros, apenas dois acima da cota mínima operacional para o funcionamento das turbinas.

Entre final de abril e início de maio choveu copiosamente na região e o nível da represa da hidrelétrica, responsável por 70% do consumo nacional de luz, subiu, o que levou o ministro a ressaltar na quinta-feira que as previsões eram "boas apesar de não chover há três dias".

A última medida lançada pelo governo para enfrentar a crise, de 1º de maio, foi a antecipação em 30 minutos do fuso horário nacional, fazendo com que a diferença em relação a hora internacional GMT (sigla em inglês para Greenwich Mean Time) diminuiu de quatro horas e meia para somente quatro.

Para tentar reduzir o consumo elétrico e de água e encarar a crise, o governo decretou previamente os racionamentos, excluindo Caracas, a redução da jornada de trabalho no setor público para dois dias semanais e que haja aulas nas escolas somente de segunda-feira a quinta-feira.

Os shoppings também operam em horários restritos e devem gerar com equipamentos próprios parte da eletricidade que utilizam, entre outras disposições.

A geração hidrelétrica fornece 60% da eletricidade da Venezuela. Os quase 30 milhões de habitantes registram um consumo médio de 15.500 megawatts por hora.

Cerca de 40% desse consumo elétrico é residencial, principalmente pelo uso maciço de aparelhos de ar condicionado, que são praticamente obrigatórios em abril e maio devido ao aumento da temperatura.

Dos 60% restantes, 24% correspondem ao consumo comercial e industrial e 21% ao das chamadas empresas básicas, produtoras de alumínio, principalmente, e os outros 15% correspondem a outras diversas necessidades.

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