Funcionários alemães e Lufthansa são denunciados por tragédia de Germanwings

Berlim, 8 mai (EFE).- Um alemão que perdeu sua filha e seu neto na tragédia aérea com o avião da Germanwings nos Alpes, que matou 150 pessoas, denunciou por homicídio negligente o Escritório Federal da Aviação (LBA) de seu país e a equipe médica do grupo aéreo Lufthansa.

Em 24 de março de 2015 um Airbus A320 da companhia Germanwings que fazia a rota entre Barcelona (Espanha) e Düsseldorf (Alemanha) caiu nos Alpes franceses depois de o copiloto, que ficou sozinho na cabine, decidisse jogar a aeronave contra as montanhas.

O jornal "Welt am Sonntag" publicou neste domingo que Klaus Radner apresentou uma denúncia penal à promotoria de Frankfurt contra os que considerou responsáveis voluntários pelo acidente, já que o piloto Andreas Lubitz, que apresentava um amplo histórico de problemas psicológicos, contasse com uma licença para voar.

"Se os médicos (da companhia aérea) e o perito (da LBA) tivessem cumprido suas obrigações legais, a catástrofe não teria acontecido", argumenta a denúncia, à qual a publicação alemã teve acesso.

O denunciante alega que Lubitz, de 27 anos, obteve sua licença devido a uma permissão especial dos médicos - que sabiam dos problemas do piloto - e que a LBA aceitou.

Além disso, indica que já em 2009 uma revisão do então candidato a piloto tinha estipulado que seriam necessários novos controles para vigiar a evolução de seus problemas psicológicos, o que não chegou a acontecer.

A investigação da tragédia revelou que Lubitz tinha passado por 40 consultas médicas por diversos transtornos psíquicos e depressões, tinha tendências suicidas e no dia em que derrubou a aeronave estava de licença médica e não poderia estar trabalhando, embora não tenha comunicado isso aos seus superiores.

Na tragédia do 24 de março dos Alpes franceses morreram a filha do denunciante, a cantora de ópera Maria Radner, assim como seu namorado Sascha, e o filho deeles, Felix, de 18 meses.

Entre as vítimas houve 72 alemães e 47 espanhóis e, entre outras nacionalidades, havia três argentinos, dois colombianos, um mexicano e dois venezuelanos.

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