Bombardeio contra quartel estratégico mata 13 rebeldes houthis no Iêmen

Sana, 9 mai (EFE).- Um ataque aéreo contra um quartel estratégico recentemente conquistado pelos rebeldes houthins na província de Amran, no noroeste do Iêmen, provocou nesta segunda-feira a morte de pelo menos 13 insurgentes, além de deixar outros 15 feridos.

Segundo a emissora "Al Masira", ligada ao movimento dos houthis, o ataque foi lançado por aviões da coalizão militar liderada pela Arábia Saudita.

O bombardeio teve como alvo o quartel de Al Amalaqa na região de Monte Negro, que fica a cerca de 60 quilômetros ao norte da capital do país, Sana, e que pertence ao Exército do Iêmen.

Os rebeldes assumiram o controle da base militar no início do mês, fazendo com que o governo do Iêmen suspendesse sua participação nos diálogos de paz com os rebeldes em protesto pela agressão.

A base permaneceu neutra desde que os houthis tomaram a capital em setembro de 2014. Os oficiais e soldados que atuavam no local negaram se unirem à rebelião, como fizeram outros quartéis.

As negociações de paz entre o governo do presidente do Iêmen, Abdo Rabbo Mansour Hadi, e seus oponentes - os houthis e os seguidores do ex-presidente Ali Abdullah Saleh - tiveram início no último dia 21 de abril, no Kuwait, mas foram interrompidas mais de uma vez por divergências entre os representantes e por confrontos ocorridos no país.

Um cessar-fogo foi determinado no Iêmen para facilitar o processo de negociação, mas ambas as partes o violaram. Quem também não está respeitando a trégua é a coalizão árabe-sunita, que intervém no país contra os rebeldes houthis, de orientação xiita.

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