França duplicará número de centros para tratar pessoas que se radicalizaram

Paris, 9 mai (EFE).- O primeiro-ministro da França, Manuel Valls, apresentou nesta segunda-feira um novo plano para combater o terrorismo no país e anunciou que o governo duplicará nos próximos dois anos a quantidade de centros de tratamento de pessoas identificadas com sinais de radicalização.

O projeto, que conta no total com 80 medidas, prevê o aumento da verba destinada ao chamado Fundo Interministerial de Prevenção contra a Criminalidade, que terá 40 milhões de euros suplementares em 2016 e 2017, valor que se soma aos 20 milhões de euros já anunciados pelo governo francês para o ano passado.

No discurso de apresentação deste novo plano, Valls disse que estamos vivendo na "era do hiperterrorismo". Segundo ele, a França conseguiu impedir nos últimos três anos pelo menos 15 atentados que seriam realizados no país. O primeiro-ministro também se mostrou convencido de que haverá novos ataques.

O governo da França quer que cada região do país tenha, até o fim de 2017, um centro de reinserção para "pessoas radicalizadas ou suscetíveis a entrar no jihadismo".

A primeira unidade será aberta no segundo semestre em Beaumont-en-Véron, no centro do país, para acolher pessoas com esse tipo de perfil, que serão atendidas por funcionários especializados. Em alguns casos, elas podem ser pessoas alvo de acompanhamento judicial, mas sem ordem de prisão decretada.

Outra as iniciativas do governo é realizar investigações administrativas sobre pessoas que ocupam cargos sensíveis em profissões regulamentadas para detectar a presença de radicais ou sinais de fundamentalismo islâmico.

Valls também destacou a importância do início do registro de passageiros aéreos em escala europeia, algo que deve aumentar "progressivamente" no segundo semestre.

No projeto há medidas para criar um "conselho cientista permanente sobre radicalização e terrorismo", que incluirá bolsas de estudo para interessados em pesquisar o assunto.

"Precisamos aprofundar nossos conhecimentos sobre esse tema e criar uma escola de pensamento francês", disse Valls.

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