Hillary monopoliza doações de campanha de Wall Street, diz jornal

Nova York, 9 mai (EFE).- A pré-candidata democrata à presidência dos Estados Unidos Hillary Clinton está recebendo mais doações de Wall Street para financiar sua campanha do que o recebido por seus adversários juntos, totalizando US$ 4,2 milhões, informou nesta segunda-feira o "The Wall Street Journal".

De acordo com o jornal, só em março, Hillary ficou com 53% das doações feitas por executivos de Wall Street, valor muito superior ao recebido pelo republicano Donald Trump, que não chega a 1%.

Segundo o "The Wall Street Journal", alguns dos executivos que anteriormente fizeram doações a candidatos republicanos como Jeb Bush e Marco Rubio, que já deixaram a corrida presidencial, agora estão apoiando a pré-candidata democrata.

A ex-secretária de Estado, que lidera as eleições primárias democratas, é acusada reiteradamente de seu rival pela indicação do partido, Bernie Sanders, de ser apoiada pelo mundo financeiro de Nova York.

Os dados analisados pelo "The Wall Street Journal" a partir de números fornecidos por um grupo independente indicam que 53% do dinheiro obtido por Hillary de todas as doações feitas por Wall Street em março contrastam com a proporção de 32% do total recebido por ela em 2015 e os 33% de janeiro e fevereiro.

Trump, virtual candidato republicano à presidência dos EUA, financiou quase toda sua campanha nas primárias com recursos próprios, mas anunciou pretende conseguir doações de terceiros até as eleições de novembro.

O jornal lembra que o setor financeiro de Wall Street foi a maior fonte de receita das campanhas nas eleições presidenciais de 2012, com um total de US$ 90 milhões em contribuições. O republicano Mitt Romney conseguiu três vezes mais dinheiro do que o democrata Barack Obama no pleito.

O "The Wall Street Journal" inclui o caso do magnata Paul Singer, da Elliot Management, um dos principais doadores dos republicanos, que, ao lado de outras importantes figuras de Wall Street, forneceram US$ 16 milhões para um comitê de ação política (Super PAC) contra Trump.

A matéria cita o depoimento de um ex-assessor da Comissão de Bolsa de Valores (SEC) e estrategista republicano Andrew Weinstein, que afirmou que as empresas americanas "odeiam sinais de incerteza quanto à política fiscal, regulatória e comercial". Por isso, elas se mantêm distantes de Trump.

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