Juiz mexicano aprova extradição de "El Chapo" aos EUA

Cidade do México, 9 mai (EFE).- Um juiz federal mexicano considerou "procedente a extradição" do narcotraficante Joaquín "El Chapo" Guzmán, que foi solicitada pelo governo dos Estados Unidos, confirmou nesta segunda-feira o Conselho Judiciário Federal (CJF).

O líder do Cartel de Sinaloa está sujeito a processo perante "a Corte Federal para o Distrito Sul da Califórnia, Estados Unidos da América, pela acusação de associação criminosa para importar e possuir com a intenção de distribuir cocaína", diz o texto.

Com base nesta opinião jurídica, agora o Ministério das Relações Exteriores mexicano tem 20 dias úteis para decidir formalmente se extraditará ou não o narcotraficante, que no último sábado foi transferido para uma penitenciária de segurança máxima localizada em Ciudad Juárez, na fronteira com os EUA.

Um dos advogados do líder do Cartel de Sinaloa, José Refugio, disse à Agência Efe no sábado que a transferência coincidia com um posicionamento jurídico de última hora que indica que Guzmán é extraditável aos Estados Unidos.

"Isso não quer dizer que (a resolução) tenha motivado a mudança", especificou Refugio, a quem foi notificada na noite de sexta-feira a decisão tomada pelo Terceiro Tribunal de Processos Penais Federais na Cidade do México.

No entanto, uma fonte do CJF disse hoje à Efe que a defesa de El Chapo entrou no sábado com um recurso ante uma possível e iminente extradição aos Estados Unidos, após a surpreendente transferência de Guzmán ao complexo penal federal número nove de Ciudad Juárez, no estado de Chihuhaua.

O governo mexicano explicou que a mudança aconteceu devido a obras para reforçar a segurança no presídio onde o narcotraficante estava, o de Planalto, localizado no estado do México, e a uma rotação de réus.

Em janeiro, o presidente do México, Enrique Peña Nieto, anunciou que seu país trabalhava para agilizar o processo de extradição de El Chapo aos EUA, onde ele é acusado, entre outros crimes, de lavagem de dinheiro e narcotráfico.

Segundo o governo, este processo poderia durar até um ano desde que começou formalmente, em janeiro, poucos dias depois da recaptura do líder do cartel de Sinaloa em seu estado natal.

Guzmán sempre temeu uma possível extradição aos Estados Unidos, mas, segundo Refugio, no começo de março pediu que o processo fosse acelerado devido às difíceis condições que enfrentava na penitenciária de Planalto.

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