Correa sugere criar instituição mundial para proibir paraísos fiscais

Quito, 10 mai (EFE).- O presidente equatoriano, Rafael Correa, sugeriu nesta terça-feira a criação de uma instituição internacional para proibir os paraísos fiscais que, segundo disse, servem para ocultar capitais e sonegar impostos.

"Se a globalização capitalista tem um pouco de ética" deveria criar "uma instituição mundial para proibir os paraísos fiscais", afirmou Correa em um diálogo com jornalistas.

Para Correa, "ninguém vai a um paraíso fiscal por transparência... Vai para ocultar algo", por isso que insistiu que deve existir uma instituição internacional para evitar operações que prejudicam países e povos.

"Não compreendo como a humanidade tolera paraísos fiscais que todo mundo sabe para que são" e que servem para proteger "um capital sem responsabilidade" que permitiu a evasão de impostos, "a lavagem de ativos, etc".

Além disso, disse que para os governos é "muito duro evitar todos os tipos de evasão enquanto existam paraísos fiscais" e opinou que, para ele, é uma "traição à pátria" que haja compatriotas que tiram capitais por meio de empresas "offshores".

O diretor do Serviço de Rendas Internas (SRI), Rolando Orlando, no mesmo diálogo com jornalistas, contou que dos 125 grupos empresariais equatorianos registrados, "60 têm algum vínculo com paraísos fiscais".

O diretor da agência de arrecadação do Estado disse que 40 dessas 60 companhias nacionais têm relação com a firma panamenha Mossack Fonseca, fonte de uma filtragem de informações sobre a criação de milhares de empresas "offshores" desde vários países.

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