Alto comandante militar do Iêmen é ferido em atentado que matou 5

Sana, 11 mai (EFE).- Um alto comando do exército do Iêmen leal ao presidente Abdo Rabbo Mansour Hadi ficou gravemente ferido nesta quarta-feira em um atentado com carro-bomba na província de Hadramut, no sudeste do país, que matou cinco de seus guarda-costas.

Fontes de segurança informaram à Agência Efe que o comandante da primeira região militar do exército, Abdel-Rahman al Halili, sofreu queimaduras e ferimentos de estilhaços na cabeça.

O atentado aconteceu perto da cidade de Saiyun, dominado pelos jihadistas da Al Qaeda dominavam até há pouco tempo.

O comandante e os outros seis feridos na explosão foram internados no hospital de Saiyun, de onde sua transferência à Arábia Saudita é preparada para continuar o tratamento.

Esta é a mais recente das várias tentativas de assassinato com carro-bomba contra Halili, que dirige a primeira região militar, composta por mais de 15 mil soldados.

As forças deste regimento controlam mais da metade da linha fronteiriça com a Arábia Saudita.

Hadramut é o principal bastião da Al Qaeda no sul do Iêmen, e sua capital Al Mukala esteve durante um ano nas mãos dos jihadistas, até sua libertação no fim de março.

Halili era partidário do ex-presidente iemenita Ali Abdullah Saleh, aliado dos rebeldes houthis, mas em abril de 2014 declarou sua lealdade a Hadi, que conta com o apoio da coalizão árabe-sunita liderada pela Arábia Saudita.

Os grupos terroristas Al Qaeda e Estado Islâmico, que aproveitaram o atual conflito do Iêmen para expandir pelo sul do país, assumiram a autoria de atentados semelhantes, muitos deles na cidade de Áden.

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