Força tunisianas matam dois jihadistas e detêm a outros cinco

Túnis, 11 mai (EFE).- Unidades da luta antiterrorista da Tunísia mataram nesta quarta-feira dois jihadistas e detiveram outros cinco na cidade de Mhira, na periferia da capital, informaram fontes de Segurança.

A operação continua em andamento, porque vários dos suspeitos conseguiram fugir da casa em que estava escondidos quando as forças de elite tunisianas a invadiram.

Os suspeitos estão ligados a uma tentativa de ataque em massa a um delegacia de polícia e um abrigo que duas centenas de jihadistas empreenderam sem sucesso em março na cidade de Ben Guerdan, na fronteira com a Líbia.

Com uma população de quase 11 milhões de habitantes, e entre cinco mil e sete mil incorporados a organizações radicais islâmicas armadas, a Tunísia é considerada o principal fornecedor mundial de jihadistas proporcionalmente à sua população.

Mas a Tunísia é o unico país árabe em que o processo de transição continua após as revoltas de 2011, e em 2015 sofreu três graves atentados jihadistas que mataram 72 pessoas, 60 delas turistas estrangeiros, o que afundou o turismo, uma de seus principais fontes de receita.

Nesta semana, o Ministério do Interior anunciou que unidades da luta antiterrorista desmantelaram uma célula jihadista que atuava dentro do Instituto Superior de Esportes da cidade de Sfax, principal porto comercial do país.

Em comunicado, a fonte explicou que esta célula era formada por seis estudantes do centro e se dedicava a captar companheiros para a luta armada e pros movimentos takfiríes, de inspiração wahhabista-saudita.

O membro mais ativo do grupo tinha relação com um dos jihadistas que foram abatidos em março Ben Guerdan, capital do tráfico ilegal na Tunísia.

Horas antes, o próprio Ministério do Interior tinha revelado que as forças de Segurança e os serviços de Inteligência evitaram nos últimos cinco meses que cerca dois mil cidadãos tunisianos deixassem o país para aderirem a grupos jihadistas no Oriente Médio e no norte da África.

Em declarações à imprensa, seu porta-voz, Yasser Mesbah, explicou que durante o mesmo período as forças conseguiram desarticular 33 células terroristas e levaram à justiça 1.400 suspeitos por sua suposta vinculação com organizações radicais islâmicas.

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