Moscou e Kiev acordam conter a violência, mas não alcançam avanços políticos

Berlim, 11 mai (EFE).- O ministro das Relações Exteriores alemão, Frank-Walter Steinmeier, avançou nesta quarta-feira que Moscou e Kiev deram "claros passos adiante" para diminuir a violência no leste da Ucrânia, mas que suas posições sobre o processo político de paz seguem "muito distantes".

Steinmeier garantiu em uma declaração perante os veículos de imprensa depois de se reunir em Berlim com seus colegas Sergei Lavrov, Pavlo Klimkin e Jean-Marc Ayrault, que o encontro de mais de três horas que mantiveram teve um "balanço misto".

Em matéria de segurança foram dados "claros passos adiante" para deter os regulares aumentos de violência entre o Exército de Kiev e os rebeldes pró-Rússia nas províncias de Donetsk e Lugansk.

Se for implementado o estipulado hoje e conseguir fazer "duradoura" a trégua que foi acordada para a semana santa ortodoxa, isto suporia um "grande passo adiante", ressaltou Steinmeier.

Foi acordada a criação de zonas de segurança, a desmilitarização de parte da frente, a comunicação das práticas militares de ambos lados para evitar mal-entendidos e a permissão de um acesso completo aos observadores da OSCE.

Além disso, foi desenhado um mecanismo de consultas entre a OSCE e os analistas militares de ambas as partes para permitir uma supervisão mais rápida da evolução do conflito.

"A segurança não o é tudo no leste da Ucrânia. Mas sem segurança também não se pode conseguir nada", afirmou Steinmeier, satisfeito com os avanços neste âmbito.

No entanto, o parágrafo do Acordo de Minsk, o pacto ao qual chegaram Rússia e Ucrânia a respeito deste conflito em fevereiro de 2015 graças à mediação da Alemanha e França, permanece atolado.

Em primeiro lugar é difícil chegar a um acordo em torno da realização de eleições locais no leste da Ucrânia, uma exigência de Moscou à qual Kiev exige como requisito prévio um nível mínimo de segurança.

As posições neste tema, reconheceu Steinmeier, seguem "muito distantes" após o encontro de hoje em Berlim, o décimo que acontece neste formato a quatro.

O titular das Relações Exteriores alemão apelou às partes para que nos "próximos meses" sigam buscando "compromissos".

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