R.Unido prepara "planos de contingência" caso "brexit" vença referendo

Londres, 11 mai (EFE).- O ministro das Finanças do Reino Unido, George Osborne, admitiu nesta quarta-feira que o governo está elaborando diversos "planos de contingência" para caso haja o "brexit", o que havia sido até agora negado pelo Executivo.

Ao comitê de Tesouraria da Câmara dos Comuns, Osborne reconheceu que tanto o Banco da Inglaterra como seu Ministério "estão fazendo um grande volume de planos de contingência em vista ao possível impacto na estabilidade financeira que teria um voto pela saída" da União Europeia (UE).

"Acho que se produziria uma volatilidade financeira muito significativa diante de um voto por abandonar" o bloco comum, disse Osborne, pouco mais de um mês antes do referendo sobre a permanência do Reino Unido na UE, dia 23 de junho.

Até agora, o governo não tinha admitido que avaliava o cenário de deixar a UE, e ontem mesmo um porta-voz do primeiro- ministro, David Cameron, garantiu que o Executivo "não está desenvolvendo nenhum plano de contingência para o caso de o voto pela saída ganhar a consulta".

Segundo uma pesquisa publicada pelo ICM na semana passada, 46% dos entrevistados são favoráveis a deixar a União Europeia, e 44% querem continuar no bloco.

Outra pesquisa, do instituto YouGov, apontou que 42% dos britânicos decidiram manter o vínculo com a UE e 40% por rompê-lo.

A Comissão Eleitoral britânica informou hoje que os grupos que participam da campanha a favor do "brexit" receberam, entre doações e empréstimos, 14,2 milhões de libras (R$ 70,4 milhões) de fevereiro a abril, o dobro da campanha pela permanência (7,54 milhões de libras, R$ 35 milhões).

O empresário britânico David Sainsbury, antigo presidente da cadeia de supermercados Sainsbury's doou ao Britain Stronger in Europe (Reino Unido, mais forte na Europa), favorável à permanência, 3,7 milhões de libras (R$ 18,5 milhões).

Já Peter Hargreaves, fundador da companhia de serviços financeiros Hargreaves Lansdown, doou à Leave EU (Deixe a UE), que defende a saída, 3,2 milhões de libras (R$ 16 milhões).

O ex-primeiro-ministro trabalhista Gordon Brown se uniu hoje à campanha a favor da União Europeia com um discurso em que argumentou que seria pouco "britânico" abandonar seus parceiros comunitários.

"É certo que há um problema com a pressão sobre os serviços públicos no Reino Unido. O modo de lidar com isso não é abandonar a União Europeia, mas ajudar as comunidades que estão sofrendo essa pressão", sustentou.

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