Tribunal paquistanês declara Musharraf foragido da justiça

Islamabad, 11 mai (EFE).- O tribunal paquistanês que julga o ex-presidente golpista Pervez Musharraf por traição o declarou nesta quarta-feira foragido da justiça, quase dois meses depois de o ex-general deixar o país para fazer um tratamento médico.

O tribunal especial liderado pelo juiz Mian Mazhar Alam Khel tomou a decisão depois de a Agência de Investigação Federal (FIA) afirmar que não encontrou Musharraf em seus domicílios em Karachi e Islamabad, informou a televisão local "Geo".

A FIA recebeu a ordem de apresentá-lo ao tribunal em um período de 30 dias.

O tribunal determinou que sejam colocados cartazes do ex-general no exterior de suas residências e anúncios em jornais informando que fugiu.

Musharraf saiu do Paquistão em 18 de março para se tratar de uma doença em Dubai com a promessa de retornar em poucos meses, depois de a Corte Suprema autorizá-lo após três anos de proibição imposta pelo governo.

O principal caso contra o ex-militar, que exerceu o poder durante quase uma década após um golpe de estado em 1999, foi aberto a pedido do governo. Ele foi acusado de traição por suspender a ordem constitucional e decretar a detenção de dezenas de juízes em 2007, durante uma queda de braço com o Poder Judiciário.

Musharraf, único dos quatro ditadores militares do Paquistão que foi detido, tentou há três anos retomar sua carreira política ao voltar ao país para participar das eleições gerais, mas foi impedido pela justiça e acabou detido.

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