Cuba atribui afastamento de Dilma à "contraofensiva reacionária"

Havana, 12 mai (EFE).- Cuba atribuiu a crise política no Brasil a uma "contraofensiva reacionária do imperialismo", depois que o Senado aprovou nesta quinta-feira o afastamento da presidente Dilma Rousseff, um "passo fundamental" para os "objetivos golpistas".

"O que ocorre no Brasil é parte da contraofensiva reacionária do imperialismo e da oligarquia contra os governos revolucionários e progressistas da América Latina e do Caribe, que ameaça a paz e a estabilidade das nações", afirmou o governo cubano em uma declaração divulgada hoje em Havana.

O Executivo da ilha caribenha considerou que o afastamento provisório de Dilma da presidência, para que o Senado decida sua cassação definitiva, é um "artifício armado" por setores da oligarquia brasileira, apoiados pela grande imprensa reacionária e o imperialismo.

O governo cubano afirmou que essa ação tem o propósito de "reverter" o projeto político do PT, "derrubar" o governo legítimo e "usurpar" o poder que não puderam ganhar com o voto nas eleições.

Além disso, rotulou a crise no Brasil de "golpe de Estado parlamentar-judicial, disfarçado de legalidade".

Por fim, o governo da ilha destacou que o povo do Brasil, as forças de esquerda e os movimentos sociais "rejeitam o golpe e se oporão a qualquer tentativa de desmantelar" os importantes programas sociais desenvolvidos pelos governos de Dilma e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, como Bolsa Família, Mais Médicos e Minha Casa, Minha Vida.

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