Dilma exonera ministros e assessores após ser afastada do cargo pelo Senado

Brasília, 12 mai (EFE).- A presidente Dilma Rousseff exonerou nesta quinta-feira, mediante decreto publicado no Diário Oficial da União, ministros e assessores que faziam parte de seu governo, após ser afastada pelo Senado para responder ao processo de impeachment.

Entre os ministros que foram exonerados está o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que chegou a ser designado para assumir a Casa Civil em abril, mas não assumiu o posto por uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que suspendeu a nomeação.

Após uma sessão que se prolongou durante quase 21 horas, o Senado decidiu hoje, por 55 votos a favor e 22 contrários, que Dilma fosse afastada do cargo por pelo menos 180 dias, período máximo para a conclusão do julgamento político ao qual ela será submetida na Casa e durante o qual ela será substituída na chefia do governo pelo vice-presidente Michel Temer.

O decreto publicado hoje oficializa a saída de 28 dos 32 ministros de Dilma, além de muitos de seus assessores no governo. Quem segue no cargo, por exemplo, é o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, posto que tem status de ministério.

Outras pastas que não tiveram mudanças foram os ministérios da Saúde; do Desenvolvimento, da Indústria e do Comércio Exterior; e Ciência e Tecnologia, todos ocupados por interinos.

Entre os assessores que foram exonerados está Marco Aurélio Garcia, um fiel colaborador de Lula e Dilma, que nos últimos 13 anos desempenhou a função de assessor pessoal da presidência para Assuntos Internacionais.

Nas próximas horas, Dilma será notificada oficialmente da decisão do Senado e será afastada do cargo. Na sequência, Temer assume o posto de forma interina por 180 dias, até que os senadores decidirem se a presidente retorna ao poder ou é definitivamente cassada.

Temer assumirá o lugar de Dilma sem cerimônia de posse, devido à condição de interino. Ele declarou durante a madrugada, antes da conclusão da votação no Senado, que anunciará os ministros que formarão o novo governo.

O senador Romero Jucá (PMDB-RR), um dos aliados mais próximos de Temer, antecipou que a intenção é reduzir o número de ministros dos atuais 32 para pelo menos 22. Essa diminuição mostrará que o novo Executivo tem compromisso em reduzir o elevado gasto público e deve ser uma das primeiras medidas anunciadas por Temer para começar a tentar solucionar a crise econômica.

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos