Ex-presidente boliviano vê "princípio do fim do socialismo do século XXI"

La Paz, 12 mai (EFE).- O ex-presidente da Bolívia Jorge Quiroga afirmou nesta quinta-feira que com a mudança na presidência no Brasil e a designação do novo ministro das Relações Exteriores brasileiro, José Serra, chegou "o princípio do fim do chamado socialismo do século XXI".

"Isto marca claramente o princípio do fim do projeto do socialismo do século XXI, que era o projeto de um bando de parceiros que se apoiavam politicamente com a Venezuela, com o PT no Brasil e com os Kirchner na Argentina", opinou Quiroga em declaração enviada dos Estados Unidos à Agência Efe.

O ex-vice-presidente brasileiro, Michel Temer, assumiu a presidência interina do país com o afastamento de Dilma Rousseff nesta quinta-feira, após o Senado decidir aprovar a abertura do processo de impeachment contra a petista.

De acordo Quiroga, "o socialismo do século XXI tinha como uma espécie de chanceler" no Brasil o político Marco Aurélio Garcia, assessor do PT no governo brasileiro durante 13 anos, mas considerou que hoje isso terminou com a designação de Serra.

"A proteção que o PT deu ao chavismo na Venezuela e aos abusos de Evo Morales na Bolívia termina e temos grandes esperanças de que um grande democrata, José Serra, como chanceler do Brasil ajude a lutar pela democracia", declarou.

O ex-mandatário boliviano acrescentou que o ocorrido no Brasil faz parte das mudanças vividas na América do Sul nos últimos seis meses.

Como exemplos ilustrativos deste momento de mudanças, Quiroga citou a saída de Cristina Kirchner do governo da Argentina, a derrota na Bolívia da proposta do presidente Evo Morales de reformar a Constituição para buscar outro mandato em 2019 e o triunfo opositor nas eleições legislativas venezuelanas em dezembro.

Por enquanto, o presidente Morales, que pronunciou nesta quinta-feira vários discursos, não opinou publicamente sobre a mudança na presidência do Brasil.

Em meados de abril, o governante boliviano declarou apoio a Dilma, expressou sua indignação pela atuação do Congresso e comentou que o povo brasileiro ganharia essa "batalha".

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