Maioria dos senadores se declara favorável ao impeachment de Dilma

Brasília, 12 mai (EFE).- Mais da metade dos senadores, 42, se disseram favoráveis em seus discursos a levar adiante o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff e afastá-la do cargo, durante a sessão que está transcorrendo na madrugada desta quinta-feira no Senado em Brasília.

Após 18 horas de sessão, 61 senadores já tomaram a palavra, dos quais 42 se declararam favoráveis à aceitação do processo de impeachment, enquanto 18 se manifestaram contra e apenas um não revelou suas intenções.

A abertura do processo de impeachment será decidida por maioria simples, por isso, se os senadores confirmarem com seus votos a opinião que proferiram na tribuna de oradores, Dilma será afastada do cargo hoje mesmo durante os próximos 180 dias que pode durar o processo.

Nesse caso, seu lugar será ocupado pelo vice-presidente, Michel Temer, que deverá completar o mandato presidencial que termina em 1º de janeiro de 2019 se o impedimento da presidente for aprovado.

Um dos senadores que defendeu a abertura do processo contra a presidente em seu discurso foi Blairo Maggi, que afirmou ter recebido o convite de Temer para assumir a partir de hoje o Ministério da Agricultura.

Os poucos senadores que defenderam Dilma insistiram na tese de que está em andamento no Brasil um "golpe contra a democracia", apesar de o Supremo Tribunal Federal (STF) ter aprovado nesta quarta-feira o processo ao negar o último recurso apresentado pela Advocacia Geral da União (AGU), que faz a defesa da presidente.

As acusações contra Dilma se baseiam em manobras fiscais irregulares, as chamadas "pedaladas", feitas pelo governo em 2014 e 2015, para maquiar seus resultados, que incluíram a omissão de dívidas bilionárias com bancos públicos.

No entanto, muitos dos senadores que votaram a favor do impeachment alegaram outros motivos: o gigantesco caso de corrupção na Petrobras, a grave crise econômica que o país atravessa e que Dilma Rousseff mentiu em suas promessas de campanha.

O único que senador não revelou sua posição em seu discurso foi o ex-presidente Fernando Collor de Mello, alvo de um processo de impeachment em 1992, mas fez questão de criticar a gestão de Dilma Rousseff.

A sessão do Senado teve início às 10h de quarta-feira e 71 dos 81 senadores se inscreveram para falar, todos eles com 15 minutos de tempo.

Ainda falta o pronunciamento de dez senadores que se inscreveram para falar, por isso a sessão pode se prolongar por pelo menos mais três horas e meia antes do início da votação.

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