Museveni assume mais um mandato na presidência de Uganda em meio a críticas

Campala, 12 mai (EFE).- Yoweri Museveni tomou posse nesta quinta-feira como presidente de Uganda em meio à polêmica causada pela presença na cerimônia do presidente do Sudão, Omar Hassan al Bashir, procurado pelo Tribunal Penal Internacional (TPI), e por seu constante assédio aos partidos da oposição.

Aos 71 anos o líder ugandense, que está no poder desde 1986, pode estar diante de sua quinta e última reeleição, já que a Constituição estabelece um limite de 75 anos para os candidatos à presidência, o que o deixaria da disputa em 2021.

No entanto, seus críticos o acusam de preparar uma mudança na Constituição ugandense para acabar com essa restrição, o que ele fez em 2005 quando modificou a Carta Magna para eliminar a limitação de mandatos, entre os protestos da oposição.

Museveni tem pela frente cinco anos complicados, nos quais terá que enfrentar uma oposição cada mais unida em torno de Kizza Besigye, segundo colocado nas eleições de fevereiro com mais de 35% dos votos, e uma situação econômica delicada.

Besigye foi detido ontem pela enésima vez depois de descumprir sua prisão domiciliar, e esta manhã publicou um vídeo em que aparecia jurando o cargo de presidente em cerimônia alternativa como protesto contra eleições que acusou terem sido fraudadas.

Milhares de soldados e policiais foram enviados a Campala para evitar situações embaraçosas como as ocorridas há cinco anos, quando vários líderes estrangeiros foram apedrejados por simpatizantes da oposição entre o aeroporto e o palácio presidencial.

Além do polêmico presidente do Sudão, assistiram à cerimônia de posse os chefes de Estado da Guiné Equatorial, Teodoro Obiang; e do Zimbábue, Robert Mugabe, ambos também muito criticados por estarem há mais de três décadas no poder, como Museveni.

O líder ugandense, um fervoroso crítico do TPI, a quem acusa de ter fixação em crimes de guerra cometidos na África, também recebeu o apoio dos presidentes de Tanzânia, Quênia, Sudão do Sul e Zâmbia. EFE

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