Prefeitura de Kiev rompe relações com cidade de Moscou

Kiev, 12 mai (EFE).- O Prefeitura de Kiev anunciou nesta quinta-feira a ruptura de relações com a cidade de Moscou, pela agressão militar russa contra a Ucrânia, a anexação da Crimeia e a ocupação de parte das regiões de Donetsk e Lugansk.

"Nunca pensei que algum dia escreveria uma carta como esta", disse Vladimir Prokopiv, secretário da assembleia municipal da capital ucraniana, segundo a imprensa local.

Kiev decidiu romper de maneira unilateral todos os acordos de irmandade, associação e cooperação assinados com Moscou por recomendação dos deputados municipais, que adotaram essa decisão em fevereiro passado.

Prokopiv admitiu que, embora ambos os países nunca tenham chegado a romper relações diplomáticas, os fatos ocorridos nos últimos dois anos transformaram esses documentos bilaterais em "papel molhado".

Os deputados também pediram para se suspender a vigência de todos os protocolos, memorandos e documentos assinados com outras cidades russas, como São Petersburgo e Volgogrado.

Vários deputados apresentaram então na Rada Suprema (legislativo) um projeto de lei para romper as relações diplomáticas com a Rússia, mas essa iniciativa nunca prosperou.

O ministro das Relações Exteriores, Pavel Klimkin, considera que a ruptura de relações dificultaria o cumprimento dos acordos de paz de Minsk para a solução do conflito no leste da Ucrânia.

Apesar da anexação da Crimeia e das acusações de que Moscou posicionou tropas regulares no leste do país, Kiev não se decidiu a romper relações com o país vizinho, embora os laços comerciais estejam praticamente estagnados.

O máximo que a Ucrânia chegou a fazer foi suspender o acordo de livre-comércio, impor embargos aos produtos russos e restrições ao transporte, e somar-se às sanções econômicas ocidentais, medidas às quais a Rússia respondeu reciprocamente.

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