Temer anuncia ministério com sete pastas a menos e nenhuma mulher

Brasília, 12 mai (EFE).- O presidente interino Michel Temer anunciou nesta quinta-feira os nomes dos ministros de seu governo, que terá sete pastas a menos que a gestão de Dilma Rousseff, representantes de nove partidos e, pelo menos por enquanto, nenhuma mulher.

Temer substitui a partir de hoje Dilma, primeira mulher escolhida para governar o país e que foi afastada pela decisão do Senado de abrir um julgamento político que pode levá-la ao impeachment.

O governo que ele assume interinamente hoje será o primeiro sem ministras desde 1982, quando o então presidente João Figueiredo nomeou Esther de Figueiredo Ferraz como ministra da Educação.

Entretanto, a ausência de mulheres em seu governo pode ser alterada, pois ainda não foram divulgadas as nomeações dos ministros de Minas e Energia e Integração Nacional, que ainda são objeto de consultas.

Dois dos nomes confirmados pelo escritório de imprensa de Temer são Henrique Meirelles para o Ministério da Fazenda e José Serra para o de Relações Exteriores.

Meirelles foi presidente do Banco Central no governo Luiz Inácio Lula da Silva e é um especialista em assuntos financeiros com trânsito nos mercados globais, aos quais Temer tenta enviar uma mensagem.

Serra, um dos principais quadros do PSDB e que foi candidato à presidência em 2002 e 2010 e ministro da Saúde e do Planejamento com Fernando Henrique Cardoso, será o primeiro político a chefiar o Itamaraty em 14 anos e simboliza uma mudança radical na política externa do país, que deve se distanciar do eixo bolivariano regional.

Com suas nomeações, Temer parece ter dado prioridade à relação com o Congresso, pois incluiu nove partidos que lhe garantirão maioria no Congresso.

A lista inclui alguns casos curiosos, como os de Henrique Eduardo Alves (Turismo) e Gilberto Kassab (Ciência, Tecnologia e Comunicações), que até poucas semanas atrás eram ministros no governo Dilma.

Partido de Temer, o PMDB terá o maior peso, com seis dos 24 ministérios do novo governo, que fundiu algumas pastas para reduzir o atual número de 31. Também foram contemplados PSDB, PRB, PP, DEM, PTB, PV, PSD e PPS.

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