Vargas Llosa se mostra otimista em relação à crise política no Brasil

São Paulo, 13 mai (EFE).- O escritor peruano Mario Vargas Llosa afirmou nesta quinta-feira estar "otimista" em relação à convulsa situação política que o Brasil atravessa e que levou o Senado a afastar temporariamente a presidente Dilma Rousseff.

"Eu tenho uma visão otimista e acredito que a mobilização que houve (por parte da população) foi uma mobilização em defesa de uma democracia distinta, de uma democracia menos corrupta", afirmou o intelectual durante uma conferência organizada pela instituição de ensino superior Insper, em São Paulo.

Vargas Llosa defendeu que o que o povo brasileiro pede é uma "regeneração" que busca "purificar" as instituições no país e que, portanto, o processo de impeachment aprovado hoje pelo Senado chega "em boa hora".

"Eu não vejo atitudes antidemocráticas nesta grande mobilização", ressaltou o vencedor do prêmio Nobel de Literatura de 2010, que aproveitou para denunciar a gravidade do problema da corrupção para a democracia, já que "desencanta" os eleitores.

Vargas Llosa também expressou seu desacordo com Dilma, que em várias ocasiões qualificou de golpe de Estado todo o processo, ao defender a legitimidade do impeachment que, além disso, segundo disse, pode ser "intrinsecamente positivo".

"É uma grande diferença com o que ocorria na América Latina há 20 ou 30 anos, quando as mobilizações populares o que queriam era acabar com a democracia, trazer a revolução, trazer um modelo diferente de sociedade", sentenciou o peruano.

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