Bolívia pede diálogo regional para abordar afastamento de Dilma

La Paz, 13 mai (EFE).- O governo da Bolívia fez nesta sexta-feira um pedido aos Estados latino-americanos para que dialoguem sobre a situação no Brasil após o afastamento da presidente Dilma Rousseff, e alertou sobre o risco que se debilite a "institucionalidade da democracia" na região.

"O governo boliviano faz um chamado a todos os Estados de nossa região para dialogar sobre esta situação, levando em conta o perigo que significa a debilitação da institucionalidade da democracia, provocada por uma oposição incapaz de conseguir os votos necessários para formar um governo", afirmou a chancelaria da Bolívia em comunicado.

A nota acrescenta que o Executivo de Evo Morales considera "necessário defender a plena vigência e preservação da institucionalidade democrática e os valores que a sustentam, o respeito irrestrito dos direitos humanos e as liberdades fundamentais, a construção da paz como patrimônio".

O Senado decidiu ontem iniciar um processo de impeachment de Dilma que pode cassar seu mandato e durante o qual a presidência será exercida de forma interina pelo vice Michel Temer.

O presidente boliviano Evo Morales expressou na quinta-feira sua solidariedade a Dilma e manifestou indignação frente ao que qualificou de "golpe congressista e judicial" no Brasil.

Em seu comunicado, a chancelaria ratificou a rejeição do governo ao afastamento de Dilma por considerar que com estas ações se procura "desestabilizar os processos democráticos e desconhecer a vontade dos povos expressada no voto popular".

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