Coalizão governista uruguaia diz que saída de Dilma aumentará instabilidade

Montevidéu, 13 mai (EFE).- A Frente Ampla (FA), coalizão que governa o Uruguai, disse nesta sexta-feira que o afastamento da presidente Dilma Rousseff aumentará a instabilidade regional.

"Um governo como instalado no Brasil só aprofundará a instabilidade política e econômica, com consequências que repercutirão na região e em nosso país", afirmou a FA em nota.

A coalizão afirmou que o grupo que chegou ao poder no Brasil graças ao afastamento de Dilma "é o mesmo que sempre fez recair a crise sobre os trabalhadores e os setores historicamente atrasados" do país. Para a FA, utilizar o impeachment "sem fundamento jurídico viola a vontade dos cidadãos e a própria Constituição".

"Isso nos permite falar de golpe de Estado parlamentar, já que não se submete a julgamento político uma presidente sobre a qual não pesa nenhum acusação por atos de corrupção, nem nenhum crime de responsabilidade", destacou a coalizão no comunicado.

A aliança governista uruguaia afirmou que a maior parte que votou para a sequência do impeachment é "acusada de corrupção, sendo parte de um sistema político historicamente corrupto".

Por fim, a FA destacou no comunicado que o objetivo de tirar Dilma do poder é apoiado "pelos grandes centros de decisão em nível mundial, que em uma situação de crise global pretendem controlar as decisões políticas e econômicas em distintas regiões do mundo".

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