Combates em reduto do EI na Líbia deixam 5 mortos e 39 feridos

Trípoli, 13 mai (EFE).- Pelo menos cinco pessoas morreram e 39 ficaram feridas nos combates travados nas últimas horas no oeste da cidade de Sirte, reduto do ramo líbio do grupo jihadista Estado Islâmico, informaram fontes de segurança da cidade de Misrata.

Os mortos e os feridos, um deles grave, foram transferidos ao hospital da cidade de Misrata, área onde se concentra o grosso das forças leais ao governo de unidade em Trípoli.

Também teriam morrido nos confrontos cerca de 12 jihadistas, vítimas de um ataque aéreo contra posições do grupo entre Sirte e Misrata.

Na fuga, os jihadistas abandonaram metralhadoras, lança-granadas, munição e vários carros.

Os combates coincidiram com as informações que apontaram que os Estados Unidos estariam avaliando a possibilidade de suspender o embargo de armas à Líbia, como pediu dias atrás o chefe do governo de unidade e do Conselho Presidencial designado pela ONU, Fayez al Serraj.

O fim do embargo é também uma antiga reivindicação do general Khalifa Hafter, chefe do exército líbio leal ao parlamento de Tobruk, oposto ao governo de Trípoli, e que igualmente tenta conquistar desde o leste a cidade em que nasceu e morreu o ditador Muammar Kadafi.

O governo de unidade anunciou no final de abril que prepara uma ofensiva para liberar Sirte, sob controle jihadista desde junho de 2015, e pediu a todas as forças do país que relevem suas diferenças e se somem a este ataque sem buscar benefícios políticos próprios.

No entanto, a decisão adotada esta semana pelo antigo governo rebelde em Trípoli de estabelecer seu próprio centro de comando militar acrescentou mais confusão à ofensiva, que ninguém sabe quando poderia começar.

Com o anúncio do gabinete liderado por Khalifa Ghwell, agora há três "centros de operações" que se preparam de forma descoordenada para o suposto ataque à cidade, de onde milhares de civis fugiram nos últimos dias.

Analistas advertiram que a falta de coordenação e os interesses divergentes ameaçam fazer essa ofensiva fracassar, e podem ainda abrir um novo episódio na atual guerra civil líbia.

Os jihadistas conseguiram nos últimos dias avanços territoriais na estrada que liga Sirte a Misrata, e avisaram que seu objetivo é celebrar o Ramadã, mês de jejum islâmico, nessa cidade, em junho. EFE

mak-jm/cd

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