Farmacêutica Pfizer proíbe uso de seus produtos para execuções nos EUA

Austin (EUA), 13 mai (EFE).- O gigante do setor farmacêutico Pfizer anunciou nesta sexta-feira restrições na venda de alguns de seus produtos para evitar seu uso em injeções letais a presos condenados à morte nos Estados Unidos.

"Estamos restringindo a distribuição de determinados produtos que fizeram parte dos protocolos de execução de determinados estados. A Pfizer se opõe firmemente ao uso destes produtos em injeções letais", afirmou a companhia em comunicado.

A decisão da Pfizer representa um golpe para os estados que ainda aplicam a pena de morte já que, segundo o jornal "The New York Times", era a última companhia farmacêutica dos EUA e Europa que ainda não tinha dado esse passo.

A Pfizer publicou uma lista com sete produtos como o propofol, o bromuro de pancurônio e o cloreto de potássio que a partir de agora distribuirá de forma restrita a um seleto grupo de atacadistas, sob a condição de que não os vendam para injeções letais.

Nos últimos cinco anos, cerca de 20 farmacêuticas europeias e americanas bloquearam seus produtos para tal propósito.

Diante da escassez de injeções letais, alguns estados como Arizona e Texas tentaram comprar os fármacos na Índia, mas o produto foi confiscado pelas autoridades federais ao chegar aos EUA.

Outros aprovaram o uso de métodos alternativos como o esquadrão de fuzilamento (Utah), a cadeira elétrica (Tennessee) e a asfixia com hidrogênio (Oklahoma), embora nenhum ainda os tenha colocado em prática nos anos recentes.

Finalmente, alguns estados, como o próprio Texas, obtiveram os fármacos em pequenos laboratórios que mantêm em rigorosa confidencialidade para evitar que recebam ameaças dos opositores à pena de morte.

Outros, como Ohio, se viram forçados a suspender indefinidamente as execuções.

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