Julgamento de jornalista cazaque acusada por informação falsa é retomado

Astana, 13 mai (EFE).- O julgamento da jornalista Guzyal Baydalinova, acusada de receber uma consideração econômica em troca de "divulgar informação falsa" sobre o KazKommertsbank, o maior banco privado do Cazaquistão, foi retomado nesta sexta-feira na cidade cazaque de Almaty.

Se for declarado culpada, Baydalinova, proprietária do site informativo independente Nakanune.kz, pode ser condenada a até dez anos de prisão.

Segundo a rádio "Azattyk" (Liberdade), na audiência desta sexta-feira um dos acusados na causa, Tair Kaldybayev, admitiu que encarregou seis artigos que foram publicados em 2014 no portal Respublika e no Nakanune.kz, que segundo a acusação causaram danos econômicos ao KazKommertsbank.

Kaldybayev confessou que tinha pago US$ 6 mil pela publicação de cada artigo e explicou sua conduta pela péssima relação pessoal com o banco.

Por sua vez, Baydalinova reconheceu que em várias ocasiões recebeu de um jornalista envelopes com documentos que depois entregou a um mensageiro da fundadora do portal Respublika, Irina Petrushova, que atualmente vive no exterior.

A jornalista acrescentou que não abriu os envelopes e que, portanto, desconhece o conteúdo dos documentos.

As forças de segurança cazaque detiveram Baydalinova em 23 de dezembro do ano passado por sua suposta atuação contra o KazKommertsbank, que denunciou o portal de notícias pela "divulgação de informações falsas" que causaram perdas de US$ 440 mil à entidade.

A jornalista se encontra em prisão preventiva desde sua detenção oficial, ordenada três dias após sua detenção, apesar das múltiplos solicitações de liberdade mediante pagamento de fiança.

Tamara Kaleyeva, presidente da Fundação Internacional para a Proteção da Liberdade de Expressão "Adil Soz" e presidente interino da União de Jornalistas do Cazaquistão, expressou à Agência Efe suas "dúvidas de que o julgamento será objetivo, justo e imparcial".

"Este tribunal infringiu pactos internacionais que o Cazaquistão ratificou, especialmente o acordo sobre os Direitos Civis e Políticos. Nós (Cazaquistão) nos comprometemos a respeitar o direito dos cidadãos à liberdade de expressão", sustentou Kaleyeva.

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