Partidos espanhóis fecham coalizões para eleições de junho

Celia Sierra.

Madri, 13 mai (EFE).- Os partidos espanhóis fecham nesta sexta-feira suas coalizões de olho nas eleições legislativas de 26 de junho para garantir suas perspectivas e somar votos que, devido ao sistema eleitoral espanhol, podem ser decisivos, porque muitas vezes uma cadeira é conquistada por pouca diferença.

Hoje é o limite dado pela legislação eleitoral espanhola para que os partidos registrem as coalizões com as quais querem concorrer ao pleito e terem mais possibilidades de ocupar cadeiras.

O sistema de alocação de cadeiras na Espanha é feito, desde 1977, mediante a aplicação da lei D'Hondt, que favorece a formação mais votada, especialmente nas circunscrições menores e muitas vezes por um baixo número de votos.

As eleições de 20 de dezembro do ano passado tiveram como vencedor o conservador Partido Popular (no poder), com 123 deputados (28,72% dos votos), e em segundo lugar o socialista PSOE, com 90 deputados (22%).

O terceiro lugar do pleito ficou com o Podemos, com 69 cadeiras (20,7%) e o quarto com os liberais Ciudadanos, com 40 deputados (13,9%).

Tanto PP como PSOE reeditaram suas alianças com formações similares em regiões como Astúrias, Aragão e Navarra, no caso dos conservadores, e nas Canárias, no caso socialista.

A aliança mais inovadora das eleições que ocorrerão no dia 26 de junho é a de Esquerda Unida (duas cadeiras, com 3,6% dos votos) e Podemos, que já concorreu em coalizão com várias formações regionais.

Se os resultados do pleito de 20 de dezembro se repetirem, a soma de forças desta coalizão permitiria alcançar 85 deputados, 14 cadeiras a mais que a soma separada, o que acarretaria um prejuízo para o restante das formações, especialmente o Partido Popular (que perderia sete) e Ciudadanos (quatro).

Também há a possibilidade de esta aliança superar os socialistas, e a aliança de Podemos, Esquerda Unida e as formações regionais se transformarem na mais votada da esquerda, tirando o posto do PSOE, que ocupa o posto há mais de três décadas.

"Podemos, Esquerda Unida e o resto das confluências vão juntos e com muitas possibilidades de ganhar as eleições", garantiu hoje o líder do Podemos, Pablo Iglesias, que acredita que os acordos alcançados entre os diferentes partidos é "uma grande notícia".

A maioria das pesquisas preveem uma variação mínima nos resultados do pleito de 26 de junho com relação ao de 20 de dezembro, por isso os partidos acreditam que estas fórmulas ajudarão a inclinar a balança a seu favor.

Os socialistas pretendem resistir aos efeitos da aliança entre Podemos e Esquerda Unida com uma série de contratações renomadas.

Neste fim de semana o PSOE apresentará a equipe pode fazer parte de seu futuro governo, um "comitê de sábios" que acompanharão o líder Pedro Sánchez na campanha e que conta com vários ex-ministros socialistas, entre eles o ex-presidente do Parlamento Europeu, Josep Borrell.

Essas contratações se unem à incorporação da perstigiada magistrada Margarita Robles, vice-ministra de Interior no último governo de Felipe González.

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