Temendo demissões, funcionários da Mossack pedem fim de ataques da mídia

Cidade do Panamá, 13 mai (EFE).- Funcionários do escritório de advocacia Mossack Fonseca, epicentro do escândalo dos Panama Papers, afirmou nesta sexta-feira que seus empregos estão em risco e pediram o fim dos ataques da imprensa contra a companhia.

"A empresa à qual pertencemos não foi acusada formalmente, nem julgada por cometer crimes por parte de autoridades locais ou estrangeiras. Os colaboradores estão vendo a estabilidade laboral, o sustento de nossas famílias, em perigo", indicaram em nota.

De acordo com os funcionários do escritório, os bancos instalados no Panamá estão "fechando as portas" à companhia e, inclusive, "cancelaram empréstimos já aprovados com antecedência".

"A situação é delicada para nós, os colaboradores, que nos encontramos com nula disposição e confiança dos bancos para obter financiamentos que normalmente requeremos", completaram.

Os trabalhadores da companhia especializada na gestão de patrimônio em paraísos fiscais reiteraram a legalidade de sua atividade e pediram à imprensa para deixar de julgar o escritório de advocacia de forma injusta.

"Fazemos um pedido à objetividade e a solidariedade nacional, pois fomos vítimas de um ilícito. Estamos sendo afetados por assuntos de política externa", afirmaram na nota.

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