Dominicanos elegerão presidente e mais 4,1 mil cargos neste domingo

Santo Domingo, 14 mai (EFE).- Além de presidente e vice-presidente, os dominicanos elegerão senadores, deputados, prefeitos e vários cargos municipais no domingo, em um pleito cujas pesquisas indicam uma vitória clara das forças do governo, o Partido da Libertação Dominicana (PLD).

Ao todo, 24.442 candidatos buscam conquistar no domingo as 4.106 posições elegíveis para os próximos quatro anos com a ajuda de 6.765.136 eleitores, incluindo os dominicanos que residem no exterior, habilitados para escolher o próximo presidente e o vice, assim como 3.842 postos municipais, 262 do Congresso e os 20 deputados e seus suplentes no parlamento Centro-Americano (Parlacen).

Essas eleições foram classificadas como complexas porque, após 20 anos, o país voltará a realizar o pleito presidencial junto com os legislativo e municipal após terem sido separados constitucionalmente.

A campanha tem dois protagonistas indiscutíveis: o atual presidente do país, Danilo Medina, que busca um segundo e último governo, e o empresário Luis Abinader, que visa o cargo pelo Partido Revolucionário Moderno (PRM), que surgiu em 2014 após a crise interna do Partido Revolucionário Dominicano (PRD).

A última das pesquisas, realizada pelo instituto CID América Latina, revela que Medina deve ganhar com 63%, o que evitaria um segundo turno já que obteria a maioria. Em segundo lugar estaria situado seu principal adversário, Abinader, com 31% dos votos.

A lista dos candidatos presidenciais também conta com a deputada Minou Tavárez Mirabal, filha de Minerva Mirabal, assassinada na ditadura de Rafael L. Trujillo junto a suas irmãs María Teresa e Pátria, conhecidas como "As borboletas"; que concorre pela Aliança pela Democracia (APD).

Também estão na disputa a advogada Soraya Aquino, do Partido da União Nacional (PUN); o ex-promotor Guillermo Moreno, da Aliança País (AP); e os ex-deputados Pelegrín Castillo, da Força Nacional Progressista (FNP); Hatuey de Camps, do Partido Revolucionário Social Democrata (PRSD), e Elías Wessin Chávez, do Partido Quisqueyano Democrata Cristiano (PQDC).

A campanha eleitoral foi marcada por críticas da oposição, que exige mais transparência do processo, apesar de a Junta Central Eleitoral (JCE) assegurar a honestidade do pleito.

"Somos obrigados a garantir que cada voto conte e chegue ao seu destino, e desta maneira evitar a instabilidade e a volatilidade política, que produz incerteza, desaceleração na economia, e diminuição no investimento produtivo, com todas as sequelas negativas rumo à população", comentou Roberto Rosario, presidente da JCE.

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