El Salvador "não reconhece" governo interino do Brasil

San Salvador, 14 mai (EFE).- O presidente salvadorenho, Salvador Sánchez Cerén, declarou neste sábado que o governo do país "não reconhece o governo interino instalado no Brasil" após o afastamento de Dilma Rousseff da presidência, em processo que qualificou como "contrário à vontade popular".

Além disso, informou que "como parte do processo anunciado" chamou para consultas a embaixadora de El Salvador no Brasil, Diana Marcela Vanegas, para abordar a situação que ocorre em território brasileiro.

"Nós, como país, somos respeitosos com outros países e temos o princípio de não intervenção, mas também somos respeitosos com outras democracias e com a vontade popular", disse o líder durante o programa Gobernando con la Gente ("governando com o povo"), realizado no município de Izalco.

Sánchez Cerén afirmou que o processo de impeachment aberto contra Dilma é uma "manipulação política", no qual não foi possível comprovar que exista algum tipo de crime para afastá-la.

O líder de El Salvador lembrou que Dilma Rousseff "foi eleita por vontade popular através de eleições legítimas", por isso pediu que a institucionalidade seja respeitada no Brasil.

O Senado brasileiro votou na quinta-feira a favor da abertura do processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff, que ficará afastada do cargo por 180 dias e substituída pelo vice, Michel Temer, até o próprio Senado decidir se destituirá ou não a petista permanentemente.

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