Governo iemenita e rebeldes houthis decidem libertar presos antes do Ramadã

Cairo, 15 mai (EFE).- O governo iemenita e os rebeldes houthis fizeram um acordo preliminar para libertar metade dos prisioneiros de guerra de ambos os lados antes do mês do Ramadã, que está previsto para começar no dia 6 de junho, informou neste domingo o enviado especial da ONU para o Iêmen, Ismail Ould Ahmed al Sheikh.

Em entrevista coletiva na capital do Kuwait, o emissário internacional explicou que ambas as partes compartilham listas com nomes de presos e que há analistas que colaboram para que a libertação seja cumprida antes do mês sagrado para os muçulmanos.

Além disso, o enviado da ONU advertiu que "esta é uma fase difícil, por isso chegou o momento de tomar decisões e determinar o destino do Iêmen".

Ahmed al Sheikh revelou que "há pontos (nas negociações) que geram otimismo e outros que causam preocupação, principalmente os que se referem às violações da trégua".

"A oportunidade está muito perto de alcançar a paz e as negociações de paz que são realizadas no Kuwait são difíceis de serem repetidas", comentou.

O enviado da ONU alertou contra o prolongamento do conflito, que "seria trágico para o povo iemenita" segundo sua opinião, mas considerou que "a paz requer paciência e muitos sacrifícios e concessões e o povo iemenita está unido em sua exigência da paz".

Por outro lado, o enviado ressaltou que as negociações entre representantes do governo iemenita, por uma parte, e os rebeldes houthis e as forças de seu aliado - o ex-mandatário iemenita Ali Abdullah Saleh - por outra, prosseguem "apesar de alguns veículos de imprensa dizerem que cessaram".

Ahmed al Sheikh revelou que ambas as partes realizaram nos últimos dias várias sessões mistas "nas quais foram abordados vários pontos de aproximação e opinião".

A televisão oficial iemenita informou na terça-feira passada que tinha sido acordado, com parte das conversas de paz no Kuwait, libertar metade dos prisioneiros de guerra de ambos os lados no fim de maio.

A emissora, que é transmitida da capital da Arábia Saudita, anunciou que a equipe negociadora encarregada de estudar o assunto dos presos alcançou o acordo, e que a libertação ocorreria nos próximos 20 dias.

Este é o primeiro acordo feito entre o governo iemenita e seus oponentes - os houthis e as forças do ex-presidente Ali Abdullah Saleh - durante as negociações de paz que começaram há quase quatro semanas no Kuwait.

A guerra no Iêmen piorou em março de 2015 com a intervenção militar dessa aliança liderada por Riad, após os rebeldes expulsarem Hadi do país.

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