Premiê de Luxemburgo critica criminalização da homossexualidade

Bruxelas, 15 mai (EFE).- O primeiro-ministro de Luxemburgo, o liberal Xavier Bettel, criticou neste domingo que em alguns países do mundo continue sendo crime ser homossexual, em mensagem por ocasião de seu primeiro aniversário de casamento com o arquiteto belga Gauthier Destenay.

"Um ano de felicidade já, mas não devemos esquecer nunca que estar apaixonado é ainda crime em alguns países", escreveu Bettel no Twitter.

O primeiro-ministro luxemburguês acompanhou esta mensagem com quatro fotos do dia de seu casamento nas quais se vê o casal em atitude carinhosa e de mãos dadas.

Bettel, que iniciou seu mandato em dezembro de 2013 em substituição de Jean-Claude Juncker, se casou no dia 15 de maio de 2015, poucos meses depois que o Parlamento luxemburguês aprovou a lei que iguala o casamento heterossexual e homossexual, e que também permite a adoção.

Luxemburgo, de tradição católica, reconheceu em 2004 o direito da união civil de casais do mesmo sexo.

Seu casamento se tornou um símbolo por se tratar do primeiro entre pessoas do mesmo sexo em nível de líderes europeus interinos na UE.

Fora da UE, na Islândia, a ex-primeira-ministra Johanna Sigur-ardottir se casou em 2010 com sua namorada quando ainda estava no cargo.

Ser homossexual é ilegal e é castigado com a pena de morte em cerca de uma dezena de países de Ásia e África.

Nos demais países do continente africano a na grande maioria de estados ser gay é punido com penas de prisão.

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