Vice venezuelano garante que não haverá referendo para destituir Maduro

Caracas, 15 mai (EFE).- O vice-presidente da Venezuela, Aristóbulo Istúriz, garantiu neste domingo que o referendo revogatório que a oposição tenta solicitar para cassar o mandato da presidência de Nicolás Maduro não será realizado por erros no trâmite.

"Eles (oposição) sabem que aqui não vai ter referendo, primeiro porque o fizeram tarde, segundo fizeram mal e terceiro porque cometeram fraude", disse o vice durante uma manifestação popular em apoio à presidente do Brasil, Dilma Rousseff, afastada do cargo após o Senado aprovar a abertura de um processo de impeachment.

O governo venezuelano declarou diversas vezes que os opositores não poderão realizar a solicitação do referendo revogatório com o qual esperam encurtar o mandato de Maduro porque não contam com o tempo suficiente para que os prazos da solicitação aconteçam neste ano e porque as assinaturas seriam fraudulentas.

O próprio Maduro já comentou que nem o referendo revogatório nem nenhuma das iniciativas dos opositores para tirá-lo do governo têm "viabilidade política".

O Conselho Nacional Eleitoral (CNE) venezuelano não ofereceu informações precisas sobre o assunto e evitou dizer se esse processo poderia ou não ser feito ainda em 2016.

O chavismo sustenta que os opositores são conscientes que o referendo não poderá acontecer este ano, mas que escondem essa informação para gerar um clima que leve a "um golpe de Estado".

Os opositores tentam fazer com que o CNE comece o mais rápido possível o trâmite de verificação das quase dois milhões de assinaturas entregues em 2 de maio às autoridades como apoio ao revogatório presidencial, um passo fundamental para que o Poder Eleitoral inicie o processo.

O ex-candidato presidencial Henrique Capriles, um dos principais promotores do referendo, convocou os opositores ontem para uma nova manifestação popular para exigir das autoridades que acelerem o processo de verificação por ser "um tema de constância".

O que pressiona a oposição é que a legislação estabelece que se o chefe de Estado for destituído do cargo durante os dois últimos anos de seu governo será substituído por seu vice-presidente, mas se a cessação de suas funções ocorrer na metade de seu período deverão ser convocadas novas eleições, momento no qual se encontra o atual mandato de Maduro.

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