Hillary e Sanders disputam Kentucky e Oregon, onde Trump já não tem rival

Raquel Godos.

Washington, 16 mai (EFE).- Os pré-candidatos presidenciais dos Estados Unidos se prepararam nesta segunda-feira para as eleições primárias de amanhã no Oregon, com tudo resolvido entre os republicanos a favor de Donald Trump, mas com a disputa aberta entre os democratas Hillary Clinton e Bernie Sanders, que também se enfrentarão no estado de Kentucky.

Embora Hillary esteja cada vez mais perto de conseguir a indicação presidencial por seu partido, as pesquisas são favoráveis ao senador por Vermont no Oregon e preveem uma apertada batalha em Kentucky.

Se Sanders ganhar em Kentucky, esta seria para ele uma vitória moral por estender sua sequência "invicta" após se impor em Indiana e Virgínia Ocidental.

Nesse estado, o vencedor garante 55 delegados para a convenção que será realizada em julho na Filadélfia para designar o indicado à presidência, mas só os cidadãos registrados estarão aptos a votar, o que poderia ser benéfico para a ex-secretária de Estado, que ganhou nos dez estados que realizaram eleições com este modelo até o momento.

No entanto, a virada que se identificou nos eleitores brancos em Kentucky poderia favorecer Sanders, como aconteceu na Virgínia Ocidental, apontam os analistas.

Os dois pré-candidatos estão concentrados em ganhar nesse estado, onde Hillary tem hoje pelo menos três atos de campanha, enquanto Sanders passou o domingo fazendo o mesmo perante cerca de dois mil admiradores.

De todos os modos, uma possível dupla derrota para Hillary não mudaria de maneira significativa sua vantagem no número de delegados, mas o fato de seguir perdendo estados poria em dúvida suas aspirações e constataria ainda mais que um grupo considerável dos democratas não está satisfeito com ela.

Além disso, se Sanders vencer em ambos estados, contribuiria para continuar atrasando a data na qual os democratas se unirão em torno de seu candidato e trabalharão para as eleições de novembro para enfrentar o virtual indicado republicano, Donald Trump.

Desde que o multimilionário venceu há duas semanas em Indiana, provocando a desistência de seus dois últimos rivais, o senador Ted Cruz e o governador de Ohio, John Kasich, o Partido Republicano tenta reunir seus membros em torno de sua figura, que, pelo contrário, exerceu um papel muito dispersivo nas primárias.

O presidente do Comitê Nacional Republicano (RNC, na sigla em inglês), Reince Priebus, saiu em defesa do magnata neste fim de semana em distintas entrevistas a emissoras de televisão, com o objetivo de convocar os eleitores clássicos do partido que se afastam da retórica de Trump.

Vários membros do próprio Partido Republicano expressaram sua rejeição ao multimilionário e já deixaram claro que não apoiarão sua candidatura, como os ex-presidentes George Bush, pai e filho, e o ex-candidato à presidência em 2012, Mitt Romney, que, segundo algumas informações, poderia estar inclusive preparando uma terceira candidatura.

Segundo "The Washington Post", um grupo de republicanos frustrados com Trump, entre os que se inclui Romney, trabalha ativamente para recrutar um nome para uma candidatura presidencial independente, entre os quais o jornal sugere que poderiam estar o senador por Nebraska, Ben Sasse, e o próprio Kasich.

A divisão entre os republicanos após o fenômeno Trump é inegável, mas Priebus advertiu que promover um candidato independente seria "uma missão suicida".

"Essa é uma missão suicida, não está certo. E acho que o que as pessoas devem fazer é usar o enfoque de Paul Ryan, que é trabalhar com Donald Trump e averiguar se há ou não um ponto em comum ao invés de fazer tudo explodir", opinou Priebus.

O presidente da Câmara dos Representantes de EUA, Paul Ryan, aceitou na semana passada reunir-se com o magnata para tentar aproximar posturas, depois que dias antes assegurou que não estava pronto ainda para dar-lhe seu respaldo oficial.

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