Lavrov e Kerry se reunirão em Viena para falar de Síria, Ucrânia e Karabakh

Moscou, 16 mai (EFE).- O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, anunciou que se reunirá nesta segunda-feira, em Viena, com o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, para abordar os conflitos na Síria, Ucrânia e Nagorno Karabakh.

"Nesta tarde, em Viena, faremos um encontro bilateral. Depois, amanhã, o Grupo Internacional de Apoio à Síria se reunirá", disse Lavrov, de acordo com a imprensa russa.

O chanceler russo se mostrou otimista sobre as possibilidades de obter um acerto político do conflito na Síria, apesar de ter denunciado que os moradores da própria Síria e do Iraque dificultam o processo de paz ao seguir apoiando o Estado Islâmico (EI).

Rússia e Estados Unidos acertaram há uma semana, em comunicado conjunto, intensificar os esforços para estender para todo o país o cessar-fogo em vigor na Síria desde o fim de fevereiro.

Os russos se comprometeram a convencer as autoridades sírias para minimizarem o uso de bombardeios contra civis e nos setores controlados por grupos rebeldes que respeitam a trégua.

Quanto à Ucrânia, o chanceler da Rússia disse que os países ocidentais começaram a entender quem conduziu as negociações de paz para um atoleiro, em clara alusão ao governo de Kiev.

Lavrov e Kerry também prepararão para tarde de hoje o esperado encontro, em Viena, com os presidentes da Armênia, Serzh Sargsyan, e Azerbaijão, Ilham Aliyev, no meio da escalada da violência em Nagorno Karabakh.

O parlamento da Armênia negou incluir na ordem do dia de hoje um projeto de lei sobre o reconhecimento da independência da autoproclamada república de Nagorno Karabakh, enclave armênio que fica no território do Azerbaijão.

Recentemente, o Ministério da Defesa do Azerbaijão alertou que se a Armênia não cumprir as resoluções do Conselho de Segurança da ONU para a imediata libertação dos territórios ocupados, a guerra "será inevitável".

A atual tensão entre Armênia e Azerbaijão explodiu no início de abril, quando sangrentos combates na fronteira entre os dois países e em Karabahk provocou a morte de 150 pessoas, grande parte deles militares.

Um acordo de cessar-fogo, que reforçou a atual trégua vigente desde 1994, foi firmado após mais de três dias de hostilidades, apesar de ambos os grupos denunciarem violações diárias do pacto. EFE

io/lvl

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