Presidentes da Armênia e do Azerbaijão reiteram compromisso com cessar-fogo

Redação Central, 16 mai (EFE).- Os presidentes da Armênia, Serj Sargsyan, e do Azerbaijão, Ilham Aliyev, reiteraram nesta segunda-feira em Viena seu compromisso com o cessar-fogo e a solução pacífica do conflito no enclave de Nagorno Karabakh, segundo um comunicado conjunto divulgado pela Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa (OSCE).

Para reduzir o risco de mais violência, que voltou a se intensificar no último mês de abril, os governantes entraram em acordo para finalizar no menor tempo possível um mecanismo de investigação da OSCE.

Além disso, decidiram continuar a troca de dados sobre os desaparecidos com o respaldo do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) com qual os presidentes se comprometeram durante a Cúpula de Paris de outubro de 2014.

Os presidentes da Armênia e do Azerbaijão marcaram uma próxima rodada de conversas em junho em um lugar de mútuo acordo com o objetivo de retomar as negociações sobre um acordo global.

Este novo compromisso com a solução pacífica em Nagorno Karabakh, enclave armênio em território azerbaijano, foi divulgado depois que ambos governantes se reuniram com o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov; o secretário de Estado dos Estados Unidos, John Kerry, e o secretário de Estado de Assuntos Europeus da França, Harlem Desir.

Na reunião foi reiterado que não pode haver uma solução militar ao conflito, e os participantes insistiram na importância de respeitar os acordos de cessar-fogo de 1994 e 1995.

O parlamento da Armênia rejeitou na segunda-feira incluir na ordem do dia um projeto de lei sobre o reconhecimento da independência da autoproclamada república de Nagorno Karabakh.

Recentemente, o Ministério da Defesa azerbaijano advertiu que "se a Armênia não cumprir as resoluções do Conselho de Segurança da ONU para a imediata libertação dos territórios ocupados", a guerra "será inevitável".

A atual tensão entre armênios e azerbaijanos explodiu no início de abril, quando os sangrentos combates na fronteira entre ambos países e o Karabakh custou a vida de 150 pessoas, em sua maioria militares.

Um acordo de cessar-fogo, que reforçou o vigente desde 1994, foi alcançado após mais de três dias de hostilidades, embora ambos lados se acusem diariamente de violá-lo.

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