EUA anunciam novo relaxamento das sanções econômicas contra Mianmar

Washington, 17 mai (EFE).- O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou nesta terça-feira um novo relaxamento das sanções contra Mianmar, medidas entre as quais estão a saída da "lista negra" de sete empresas e três bancos de propriedade estatal, assim como o fim de certas restrições ao comércio com o país.

A decisão americana ocorre pouco depois da realização das primeiras eleições democráticas em Mianmar em mais de 50 anos e da posse em março do novo presidente, Htin Kyaw, homem de confiança da Nobel da Paz Aung San Suu Kyi, principal líder da oposição à junta militar que governou o país durante décadas.

"Mianmar conseguiu um marco histórico no ano passado com a realização de eleições concorridas e com a transição pacífica para um governo eleito democraticamente. Nossas ações de hoje mostram nosso forte respaldo a esse progresso político e econômico", disse Adam J. Szubin, subsecretário para Terrorismo e Inteligência Financeira do Departamento do Tesouro dos EUA.

Szubin afirmou que essas medidas ajudarão a facilitar o comércio com as empresas não punidas e permitirão que o governo de Miamnar direcione o país para um futuro mais inclusivo e próspero.

O relaxamento das sanções torna mais simples o comércio de bens dentro de Mianmar, autoriza a realização de certas ações financeiras por parte de americanos que vivem no país, permite alguns intercâmbios comerciais através dos portos marítimos e quase todas as transações com as instituições financeiras locais.

No entanto, o governo dos EUA ampliou as sanções contra seis empresas que são controladas por Stephen Law, empresário que é acusado de estar vinculado ao tráfico de drogas e ao comércio com a Coreia do Norte.

O secretário de Estado dos EUA, John Kerry, viajará a Mianmar no próximo dia 22 para se reunir com líderes do país na capital, Naipyidó, e expressar o apoio americano tanto ao governo democraticamente eleito como impulsionar mais reformas democráticas e econômicas.

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