Alto representante do Mercosul nega que mudança de governos causem retrocesso

Assunção, 18 mai (EFE).- O alto representante do Mercosul, o brasileiro Florisvaldo Fier, mais conhecido como Dr. Rosinha, negou nesta quarta-feira em entrevista à Agência Efe em Assunção que as mudanças nos governos dos países do bloco provoquem retrocessos nas políticas sociais em nível regional.

Dr. Rosinha participou hoje em Assunção de um seminário sobre "Democracia e Políticas Públicas", organizado pelo Instituto Social do Mercosul e pelo Ministério de Desenvolvimento Social do Uruguai, país que ostenta a presidência temporária do bloco.

O representante do Mercosul destacou que as políticas sociais do bloco foram construídas nos últimos 10 anos, não só com base na vontade dos governos, mas impulsionadas pela sociedade civil organizada.

Por isso, confiou que os movimentos sociais e as ONGs defendam as medidas sociais e "resistam para que os Estados não recuem".

Dr. Rosinha destacou, além disso, que as mudanças de governo não têm por que afetar às políticas públicas do bloco, já que estas se inscrevem em compromissos regionais já assinados, como o Estatuto da Cidadania e o Plano Estratégico de Ação Social (PEAS).

Ambos planos, segundo o brasileiro, contam com cronogramas para seu cumprimento, e em sua maioria dependem mais das ações políticas que dos orçamentos, razão pela qual podem continuar avançando, inclusive em contextos de crise econômica.

Por isso, apesar de que vários governos do Mercosul estejam adotando políticas "do sistema econômico neoliberal, que procura um Estado mínimo com pouco investimento social", Dr. Rosinha garantiu que "nenhum presidente do bloco é contrário a construir a cidadania do Mercosul".

A última mudança de governo do Mercosul aconteceu no dia 12 de maio, quando a presidente Dilma Rousseff foi afastada de seu cargo por seis meses, enquanto se organiza um julgamento político que pode cassar seu mandato.

O vice-presidente Michel Temer assumiu o governo do país durante o afastamento e, entre suas primeiras medidas, já anunciou uma reforma do regime previdenciário e uma revisão dos programas sociais.

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