Bill Clinton deve se desculpar por críticas à Polônia, diz primeira-ministra

Varsóvia, 18 mai (EFE).- A primeira-ministra da Polônia, a nacionalista Beata Szydlo, disse nesta quarta-feira que o ex-presidente dos Estados Unidos Bill Clinton "deveria pedir desculpas" por afirmar que a Polônia abandonou a democracia e se dirige a um regime como o da Rússia do atual chefe do Kremlin, Vladimir Putin.

"São declarações totalmente injustificadas e injustas, e (Clinton) deveria pedir desculpas", afirmou Szydlo em entrevista à rádio pública polonesa.

O ex-presidente dos Estados Unidos fez estas polêmicas declarações no fim de semana passado, durante um ato em apoio a sua esposa, a candidata democrata Hillary Clinton, em Nova Jersey.

"Polônia e Hungria - dois países que não seriam hoje livres se não tivesse sido pelos Estados Unidos e os efeitos da longa Guerra Fria- decidiram agora que a democracia é problemática demais", disse Bill Clinton, que garantiu que esses estados querem impor "ditaduras" similares ao modelo da Rússia de Putin.

O Congresso polonês-americano ameaçou boicotar a campanha presidencial de Hillary Clinton se seu marido não se retratar publicamente destas afirmações.

Esta não é a primeira vez que o governo polonês do partido nacionalista Lei e Justiça recebe críticas desde os Estados Unidos.

Em 10 de fevereiro, os senadores americanos John McCain, Ben Cardin e Richard J. Durbin denunciaram em carta aberta as políticas do Executivo da Polônia, já que "ameaçam a independência dos meios de comunicação estatais e do Tribunal Constitucional, além de minar o papel da Polônia como um modelo democrático para outros países da região".

"Estas declarações e cartas se devem a uma falta de conhecimento sobre o que verdadeiramente está ocorrendo na Polônia", disse então o ministro das Relações Exteriores polonês, Witold Waszczykowski.

A União Europeia também criticou as reformas legais empreendidas pelo novo governo polonês, e em fevereiro a Comissão Europeia abriu uma investigação para determinar se essas medidas violam as normas comunitárias, algo que se for confirmado pode render sanções para a Polônia como a perda do direito de voto na União Europeia.

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